Manaus (AM) – O prefeito David Almeida entregou, nesta quarta-feira (21/1), quatro compactadores estacionários exclusivos para a coleta de resíduos orgânicos. A entrega ocorreu na sede da Semulsp, no bairro Compensa. Certamente, estes equipamentos representam um marco inédito na capital, pois consolidam um avanço real na política ambiental alinhada ao Plano de Governo Manaus Mais 2025–2028.
Tecnologia a serviço da limpeza urbana nas feiras
A princípio, os novos compactadores atenderão quatro grandes centros comerciais: as feiras da Banana, Manaus Moderna, do Produtor e do Japiim. A prefeitura escolheu esses locais estrategicamente devido ao alto volume diário de descartes. Além disso, o sistema funciona de forma integrada ao modelo roll on roll off, o que facilita o transporte e a logística.
Com o intuito de melhorar os índices de sustentabilidade, a prefeitura planeja tratar adequadamente cerca de 120 toneladas de resíduos orgânicos por dia. Dessa forma, será possível retirar do meio ambiente o principal gerador de chorume e gás metano, somando aproximadamente 3.600 toneladas processadas por mês.

Sustentabilidade: do lixo ao adubo orgânico
De acordo com o prefeito David Almeida, a separação correta na origem é uma virada de chave fundamental para a cidade. “Por consequência da separação correta, transformamos um problema histórico em solução sustentável, gerando impacto direto na proteção do meio ambiente”, afirmou o prefeito.
Nesse sentido, o sistema moderno permite separar o material sólido do líquido ainda no ponto de coleta. Cada máquina possui um compartimento estanque que retém o chorume, evitando a contaminação do solo. Posteriormente, todo o resíduo segue para a Central de Compostagem municipal para ser transformado em adubo para praças e parques.
Impacto ambiental e créditos de carbono
Por outro lado, o secretário da Semulsp, Sabá Reis, destacou que a iniciativa promove uma necessária mudança cultural. Segundo ele, o novo sistema traz mais dignidade e higiene para os feirantes. Além do mais, Manaus já conta com ecobarreiras que retêm milhares de toneladas de lixo nos igarapés, reforçando este compromisso.
Em resumo, essas ações também possuem um viés econômico estratégico para o futuro. Visto que reduzem a emissão de gases poluentes, os projetos podem captar cerca de 500 milhões de dólares em créditos de carbono nos próximos seis anos. Portanto, a capital amazonense se consolida como referência em gestão de resíduos sólidos na região Norte.
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