Brasília (DF) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decretos que criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Amazonas, com área total de aproximadamente 669 mil hectares. A medida busca proteger a biodiversidade e os modos de vida das populações agroextrativistas que vivem nas regiões.
As novas unidades de conservação são Tupana Igapó-Açu I, em Borba; Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá; Canaã, em Careiro e Autazes; e Mirari, em Humaitá.
A categoria permite que os moradores utilizem os recursos naturais de forma sustentável, conciliando a conservação ambiental com as atividades tradicionais das comunidades.
Novas reservas abrangem quatro municípios
As quatro áreas estão distribuídas por diferentes regiões do Amazonas e ampliam a proteção de territórios utilizados por populações que dependem diretamente dos recursos naturais para subsistência e geração de renda.
A criação das reservas ocorreu em meio às ações alusivas ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.
Durante a cerimônia, Lula defendeu que a preservação ambiental também precisa ser associada a atividades econômicas capazes de gerar renda.
“A sociedade vai ter o dinheiro suficiente para justificar que a floresta em pé é mais rentável que uma floresta derrubada ou queimada”, afirmou o presidente.
Parque Nacional é ampliado no Piauí
Além das áreas no Amazonas, Lula assinou um decreto que amplia em 7.192 hectares o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. Com a medida, a unidade passa a ter 13.502 hectares.
Durante o discurso, o presidente também destacou o potencial do turismo em áreas protegidas como uma alternativa econômica para estimular a conservação ambiental.
Flona de Humaitá terá concessões por 40 anos
O evento também marcou a assinatura, pelo Serviço Florestal Brasileiro, dos contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá, no Amazonas.
Os contratos têm prazo de 40 anos e abrangem 162,7 mil hectares. Com a assinatura, as três unidades da Flona de Humaitá passam a estar sob concessão para manejo sustentável, totalizando 200,9 mil hectares.
Fundo Amazônia destina R$ 50,5 milhões a quilombolas
Outra medida anunciada foi a destinação de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia, em recursos não reembolsáveis, para o projeto Naturezas Quilombolas.
A iniciativa prevê apoio à gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas da Amazônia Legal, incluindo a elaboração e implementação de planos de gestão em mais de 16 territórios.
O projeto terá duração de 60 meses e será executado pela Fundação Guamá.
SAIBA MAIS
As Reservas de Desenvolvimento Sustentável são unidades de conservação voltadas à preservação ambiental aliada ao uso sustentável dos recursos naturais pelas comunidades tradicionais. A criação das quatro áreas amplia a proteção de territórios do Amazonas sem impedir as atividades sustentáveis realizadas pelos moradores.
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