Manaus (AM) – A Prefeitura de Manaus e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciaram, na terça-feira (22), a estruturação do projeto Manaus Resiliência, que prevê intervenções de infraestrutura, drenagem urbana e requalificação ambiental em quatro áreas da capital. A iniciativa tem investimentos estimados em R$ 200 milhões, com possibilidade de financiamento pelo Fundo Clima.
O projeto é a primeira iniciativa nacional do programa BNDES Cidades Resilientes e busca desenvolver soluções para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos, principalmente em regiões afetadas por alagamentos e outros riscos ambientais.
As áreas definidas como prioritárias são o Igarapé da Sapolândia, o Parque dos Tucanos, o Igarapé do Mindu e o Igarapé do Franco, localizado na avenida Brasil.
Estudos vão orientar intervenções
A reunião de abertura contou com representantes da Prefeitura de Manaus, do BNDES e do Consórcio Engecorps Moyses & Pires-Nippon, responsável pela elaboração dos estudos técnicos que vão orientar a estruturação do projeto.
O secretário municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef), Alessandro Ribeiro, afirmou que a parceria busca atender áreas que necessitam de soluções permanentes para problemas urbanos e ambientais.
Segundo o presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Antonio Peixoto, as intervenções deverão contribuir para a recuperação de regiões afetadas por ocupações irregulares, alagamentos e problemas de infraestrutura.
A superintendente da Área de Soluções para Cidades do BNDES, Luciene Machado, destacou que o projeto está na fase inicial de diagnóstico, que inclui o levantamento das condições locais e a participação da população na construção das soluções.
Vistorias começaram
Entre quarta-feira (23) e sexta-feira (25), equipes da Prefeitura, do BNDES e do consórcio responsável pelos estudos realizam vistorias nas quatro áreas selecionadas. O objetivo é identificar problemas de infraestrutura e verificar os diagnósticos iniciais.
A fase de estruturação técnica terá duração de nove meses e incluirá diagnósticos ambientais e socioeconômicos, mapeamento de riscos hidrológicos e elaboração de anteprojetos de engenharia.
O planejamento também prevê soluções baseadas na natureza, obras de contenção e infraestrutura verde. A proposta inclui ainda oficinas e consultas públicas para ouvir moradores das áreas afetadas e incorporar as demandas da comunidade ao projeto.
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