Garantido é campeão do 58º Festival de Parintins

Parintins (AM) – O Boi Garantido é o grande campeão do 58º Festival Folclórico de Parintins. Com o tema “Boi do Povo, Boi do Povão”, o bumbá vermelho e branco conquistou seu 33º título após três noites de apresentações marcadas por emoção, ancestralidade e força cultural. O resultado foi anunciado nesta segunda-feira (30/06). A jornada […]

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Parintins (AM) – O Boi Garantido é o grande campeão do 58º Festival Folclórico de Parintins. Com o tema “Boi do Povo, Boi do Povão”, o bumbá vermelho e branco conquistou seu 33º título após três noites de apresentações marcadas por emoção, ancestralidade e força cultural. O resultado foi anunciado nesta segunda-feira (30/06).

A jornada vitoriosa começou na primeira noite, quando o Garantido abriu o festival com uma exaltação à pluralidade do povo da floresta. O destaque ficou por conta da Lenda Amazônica “Tapyra’yawara” e do Ritual Indígena “Moyngo – A Iniciação Maragareum”, encerrando com grande impacto.

Na segunda noite, o espetáculo seguiu com a energia da galera encarnada. O “Ritual Ajié”, comandado pelo pajé Adriano Paquetá, foi um dos pontos altos, levando a arena ao delírio com a força espiritual e cênica do item.

Já no domingo (29), o Garantido encerrou sua participação no festival com o espetáculo “Garantido, Boi do Brasil”, dentro do projeto artístico maior de 2025. A apresentação celebrou a diversidade cultural brasileira e homenageou os bois-bumbás de várias regiões do país. A porta-estandarte Jevenny Mendonça e a sinhazinha Valentina Coimbra protagonizaram cenas marcantes no palco central.

Homenagens ao lendário compositor Chico da Silva, autor da icônica toada “Vermelho”, e a despedida do tripa Denildo Piçanã também emocionaram o público. A lenda “A Deusa das Águas”, desenvolvida por Glemberg Castro, impressionou pela grandiosidade da alegoria e uso de tecnologia.

A figura típica regional valorizou as artesãs indígenas, destacando sua importância como guardiãs da cultura e da floresta. A cunhã-poranga Isabelle Nogueira protagonizou um momento impactante ao se transformar em arara, exaltando a força das mulheres originárias.

O encerramento contou com o aguardado “Ritual Bahsesé”, assinado por Antônio Cansanção. Com esculturas gigantes e encenação detalhada, o ritual reafirmou o protagonismo do Garantido nas expressões ancestrais da Amazônia.

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