Manaus (AM) – Angelynn “Angie” Mock, de 48 anos, ex-âncora de uma emissora afiliada à Fox nos Estados Unidos, declarou-se culpada pelo assassinato da própria mãe, Anita Avers, de 80 anos, em Wichita, no Kansas. O crime aconteceu em 31 de outubro de 2025, durante o Halloween. Mock admitiu, em 21 de agosto de 2026, uma acusação de homicídio em primeiro grau.
Pelo acordo firmado com a Promotoria do Condado de Sedgwick, Mock poderá receber prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos. A sentença está marcada para 5 de outubro de 2026, perante a juíza Faith Johnson.
O caso ganhou atenção nos Estados Unidos não apenas pela morte da idosa, mas também pelos relatos sobre o estado mental de Mock e pela mudança no curso do processo. Em janeiro deste ano, considerada incapaz de responder ao processo, terminou encaminhada para tratamento e avaliação psiquiátrica. Em julho, a Justiça concluiu que ela estava novamente apta a ser julgada.
Mãe encontrada com múltiplos ferimentos
Policiais de Wichita foram chamados por volta das 7h52 de 31 de outubro de 2025 para atender a uma ocorrência envolvendo uma faca em uma residência no sul da cidade.
Ao chegarem ao imóvel, os agentes encontraram Mock do lado de fora da casa. Ela apresentava ferimentos nas mãos e estava coberta de sangue. Dentro da residência, Anita Avers estava na cama com múltiplos ferimentos provocados por faca.
Avers recebeu atendimento de emergência. Levada ao hospital, morreu pouco depois. Mock também foi encaminhada para atendimento médico e posteriormente presa.
Documentos do processo indicam que os investigadores encontraram facas de cozinha com sangue e um ralador de queijo próximo à cama onde Avers foi encontrada.
Mock apresentou versões diferentes à polícia
Segundo o affidavit de causa provável, Mock apresentou versões diferentes sobre o que havia acontecido dentro da residência.
Em uma delas, afirmou que entrou no quarto da mãe e encontrou facas afiadas. Disse que Anita teria avançado contra ela e que agiu para se defender.
Em outro relato, contou que conversava com a mãe sobre uma entrevista de emprego quando Anita teria começado a afiar facas e demonstrado ciúmes da possibilidade de Mock conseguir o trabalho. Segundo essa versão, a mãe teria passado a persegui-la pela casa.
Mock também afirmou aos policiais que matou a mãe para se salvar.
Os documentos judiciais registram ainda declarações atribuídas a Mock que indicavam possível quadro delirante. Segundo os registros, ela dizia acreditar que a mãe era o “diabo”.
Saúde mental interferiu no processo
A condição de saúde mental de Mock tornou-se um dos principais elementos do processo.
Segundo depoimento do padrasto registrado no inquérito, ela havia recebido inicialmente diagnóstico de transtorno bipolar, posteriormente revisado para transtorno esquizoafetivo. O homem também relatou episódios de delírios e alterações de comportamento.
Em janeiro de 2026, uma avaliação judicial concluiu que Mock não tinha competência para responder ao processo naquele momento. A Justiça determinou seu encaminhamento ao Larned State Hospital, no Kansas, para tratamento e nova avaliação.
A decisão não encerrou a acusação. Após o tratamento, uma nova avaliação levou a Justiça a considerá-la competente para responder ao processo em julho de 2026.
Pouco depois, Mock desistiu de enfrentar um julgamento e se declarou culpada pelo homicídio.
Ex-âncora trabalhou em emissoras nos EUA
Mock trabalhou durante anos no jornalismo televisivo americano.
Entre 2011 e 2015, foi âncora e repórter da KTVI Fox 2, emissora afiliada à Fox em St. Louis, no Missouri. Antes disso, também trabalhou em outras emissoras, incluindo a KLKN, em Lincoln, Nebraska, onde atuou como repórter esportiva.
Por isso, a informação de que ela era “âncora da Fox News” precisa de cuidado. Fox News Channel e uma emissora local afiliada à Fox são organizações diferentes. No caso de Mock, as fontes consultadas identificam sua atuação na KTVI Fox 2, em St. Louis.
Sentença está marcada para outubro
Com a declaração de culpa, o processo não terá julgamento pelo júri. O acordo prevê uma pena de prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos.
A sentença está marcada para 5 de outubro de 2026, às 11h, no Tribunal Distrital do Condado de Sedgwick. Além da pena, o acordo prevê que Mock arque com eventual restituição e custos laboratoriais relacionados ao caso.
Até a sentença, portanto, ela ainda não recebeu formalmente a pena. O que já ocorreu foi a declaração de culpa e a celebração do acordo que estabelece a pena presumida.
SAIBA MAIS
Quem: Angelynn “Angie” Mock, 48 anos
Vítima: Anita Avers, 80 anos
Local: Wichita, Kansas, Estados Unidos
Data do crime: 31 de outubro de 2025
Crime: homicídio em primeiro grau
Declaração de culpa: 21 de agosto de 2026
Pena prevista no acordo: prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos
Sentença: 5 de outubro de 2026
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Key Takeaways
- Angelynn Mock, ex-âncora de TV, confessou ter assassinado sua mãe, Anita Avers, em 31 de outubro de 2025 durante o Halloween.
- Mock se declarou culpada de homicídio em primeiro grau em 21 de agosto de 2026 e pode receber prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional.
- A saúde mental de Mock complicou o caso, levando a um tratamento psiquiátrico antes de ser considerada apta para o julgamento.
- As circunstâncias do crime incluem múltiplos ferimentos na vítima e versões conflitantes de Mock sobre o ocorrido.
- A sentença de Mock está marcada para 5 de outubro de 2026, sem julgamento pelo júri devido ao acordo feito.