Manaus (AM) – Um advogado de 43 anos foi preso pela Polícia Civil nesta quinta-feira (9), em um apartamento no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus, suspeito de estuprar as duas filhas, atualmente com 14 e 15 anos, de mães diferentes, e contra uma menina que tinha 11 anos na época dos fatos, filha de uma ex-babá da família. O homem nega veementemente as acusações, afirma que jamais praticou os crimes e declarou que o caso envolve “uma briga familiar muito grande”.
A prisão preventiva foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). Devido ao envolvimento de um profissional inscrito em seus quadros, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) convocou uma coletiva de imprensa por meio de sua Comissão de Prerrogativas para esclarecer as medidas institucionais adotadas.
Denúncia aponta que uma das filhas era dopada
De acordo com o depoimento da mãe da adolescente de 14 anos, os abusos contra a menor começaram no ano passado, quando ela tinha 13 anos e morava com o pai em Brasília (DF). A genitora afirmou que o advogado dopava a menina com remédios controlados para induzir o sono e a ameaçava de morte para manter o silêncio, utilizando inclusive discursos baseados em crenças religiosas para tentar normalizar os atos na cabeça da vítima.
A situação teria se intensificado após o irmão da adolescente, de 16 anos, sair da residência do pai, deixando a irmã sozinha com ele. O caso foi descoberto quando a jovem rompeu o silêncio e desabafou com o irmão mais velho, que repassou o relato à mãe. A mulher, que reside em São Paulo, viajou imediatamente para Manaus para acolher a filha e formalizar a denúncia na Depca.
Defesa do suspeito na delegacia
Ao chegar à sede da especializada para os procedimentos legais, o investigado foi interpelado pela imprensa sobre o teor das denúncias. O advogado refutou categoricamente todos os relatos apresentados pelas adolescentes e pelas mães.
“Nunca. Eu sou um exemplo de pai”, declarou o suspeito aos jornalistas. Ele reafirmou que não houve qualquer tipo de coação ou violência e insistiu na tese de que a prisão é resultado de um severo conflito entre os familiares.
O homem passou pelos exames periciais no Instituto Médico Legal (IML) e permanecerá custodiado em uma unidade prisional adequada às prerrogativas legais da classe jurídica, ficando à disposição do Poder Judiciário.
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