Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas prendeu preventivamente um gestor de uma escola municipal localizada na comunidade indígena Bom Pastor, em Amaturá (a 909 quilômetros de Manaus), investigado por suspeita de estuprar uma funcionária de 23 anos. Segundo as investigações, o homem, de 30 anos, teria iniciado uma sequência de assédios após a vítima ignorar mensagens de conteúdo sexual enviadas por ele.
A Justiça autorizou a prisão com base nas provas reunidas durante o inquérito, entre elas o exame de corpo de delito, que confirmou a ocorrência da violência sexual, conforme informou a Polícia Civil.
A investigação conduzida pela 49ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) aponta que ambos trabalhavam na escola da comunidade indígena, onde o suspeito exercia a função de gestor e a vítima atuava nos serviços gerais.
De acordo com o inquérito, as primeiras investidas ocorreram em junho deste ano, por meio de mensagens de cunho sexual. Sem obter resposta, o investigado passou a abordar a funcionária pessoalmente e, em 20 de junho, teria beijado a jovem à força, sem seu consentimento.
Investigação aponta dois episódios de estupro
Após esse episódio, a Polícia Civil afirma que a vítima sofreu dois estupros. Em um dos casos, segundo a investigação, o suspeito tomou o telefone celular da funcionária e apagou as conversas mantidas entre os dois, numa tentativa de eliminar possíveis provas.
O exame de corpo de delito confirmou os abusos, de acordo com a Polícia Civil. Com base no conjunto probatório apresentado durante o inquérito, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado.
O mandado terminou cumprido na segunda-feira (13), no bairro Santa Etelvina, em Amaturá. Após os procedimentos legais, o suspeito permaneceu preso e ficará à disposição da Justiça. O caso seguirá sendo investigado pela Polícia Civil.
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