PF destrói pistas clandestinas usadas pelo tráfico aéreo no Amazonas

Operação identificou estruturas em áreas remotas de Novo Airão, Careiro e Maués Manaus (AM) – A Polícia Federal informou nesta quinta-feira (7) que a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM) destruiu três pistas de pouso clandestinas usadas pelo tráfico internacional de drogas no estado. A ação, batizada de Operação Pouso Negado, […]

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Operação identificou estruturas em áreas remotas de Novo Airão, Careiro e Maués


Manaus (AM) – A Polícia Federal informou nesta quinta-feira (7) que a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM) destruiu três pistas de pouso clandestinas usadas pelo tráfico internacional de drogas no estado.

A ação, batizada de Operação Pouso Negado, ocorreu entre os dias 5 e 8 de maio e teve como alvo estruturas utilizadas por organizações criminosas para transporte aéreo de entorpecentes em áreas remotas do Amazonas.

Segundo a PF, os agentes localizaram e inutilizaram pistas clandestinas nos municípios de Novo Airão, Careiro e Maués. As estruturas serviam como apoio logístico para recebimento e escoamento de drogas.

As investigações apontaram que as pistas já haviam sido usadas em pelo menos três operações anteriores de apreensão de drogas, que juntas somaram cerca de uma tonelada de entorpecentes.

Operação envolveu forças brasileiras e peruanas

A ofensiva reuniu agentes da FICCO/AM, Companhia de Operações Especiais da Polícia Militar do Amazonas, Polícia Nacional do Peru e Grupo Especial de Segurança de Fronteira de Mato Grosso (Gefron).

Nos últimos meses, forças brasileiras e peruanas intensificaram operações conjuntas contra rotas aéreas usadas pelo narcotráfico na região amazônica.

Em fevereiro deste ano, uma ação internacional inutilizou três aeronaves, uma pista clandestina e um laboratório de cocaína na região de Loreto, no Peru, após informações de inteligência produzidas no Brasil.

Amazônia concentra milhares de pistas irregulares

A destruição das pistas ocorre em meio ao aumento das preocupações com o avanço de estruturas clandestinas na Amazônia.

Levantamento divulgado nesta semana apontou a existência de mais de 2,8 mil pistas de pouso irregulares na região, muitas associadas ao garimpo ilegal e ao tráfico de drogas.

De acordo com a PF, a dimensão territorial da Amazônia, somada à dificuldade de fiscalização e aos voos em baixa altitude, favorece a atuação de organizações criminosas em áreas isoladas.

SAIBA MAIS

A FICCO/AM reúne diferentes órgãos de segurança pública, incluindo Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e setores de inteligência estaduais.

O uso de pistas clandestinas se tornou uma das principais estratégias logísticas do narcotráfico na Amazônia devido à dificuldade de acesso terrestre e à proximidade com rotas internacionais de drogas na fronteira com Peru e Colômbia.


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