Agentes encontraram cerca de mil peixes em condições de maus-tratos no aeroporto da tríplice fronteira
Tabatinga (AM) – A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta sexta-feira (9), um homem suspeito de envolvimento no tráfico de peixes ornamentais no Aeroporto Internacional de Tabatinga, na região de fronteira do Amazonas.
Durante fiscalização de rotina, agentes localizaram aproximadamente mil peixes ornamentais sendo transportados de forma irregular. Os animais estavam acondicionados em sacos plásticos com pouca água e sem oxigenação adequada. Essa condição, segundo a PF, caracteriza crime de maus-tratos, além do comércio ilegal de fauna silvestre.
A investigação preliminar aponta que a carga saiu de Manaus com destino ao exterior, utilizando Tabatinga como rota estratégica de saída do país. O suspeito responderá por contrabando e crime ambiental, conforme a legislação vigente.
Fiscalização e crime ambiental na fronteira
A Polícia Federal informou que a região do Alto Solimões segue no radar por conta da atuação de redes especializadas em tráfico de fauna. O transporte ilegal de peixes ornamentais costuma explorar aeroportos de fronteira e rotas fluviais pouco fiscalizadas.
“Essas ações são essenciais para frear a biopirataria e proteger a biodiversidade amazônica”, destacou a PF em nota oficial.
Destinação dos animais apreendidos
Os peixes apreendidos foram encaminhados ao Ibama e ao Ipaam, que farão a avaliação técnica e definirão os cuidados necessários para a recuperação dos animais, seguindo protocolos ambientais.
Especialistas alertam que a retirada ilegal de espécies como o acará-disco e diferentes tipos de ciclídeos compromete o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos e enfraquece a bioeconomia regional, que depende de manejo legal, rastreabilidade e certificação.
Por que isso importa para o Amazonas
O comércio regular de peixes ornamentais sustenta comunidades ribeirinhas e gera renda quando feito dentro da lei. Já o tráfico ilegal concentra lucro, destrói cadeias produtivas tradicionais e ameaça espécies emblemáticas da Amazônia.
Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia alertam que a pressão contínua sobre essas espécies pode causar impactos irreversíveis nos rios da região.
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