Prefeitura de Maraã entra na mira do MPAM por falta de transparência em obras públicas

Ministério Público ajuíza ação contra a prefeitura por gastos consideráveis e omissão de informações em reforma na sede do Executivo, exigindo suspensão imediata das obras e multa de R$ 50 mil ao prefeito. Maraã (AM) – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) ajuizou uma ação civil pública (ACP) contra a Prefeitura de Maraã […]

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Ministério Público ajuíza ação contra a prefeitura por gastos consideráveis e omissão de informações em reforma na sede do Executivo, exigindo suspensão imediata das obras e multa de R$ 50 mil ao prefeito.

Maraã (AM) – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) ajuizou uma ação civil pública (ACP) contra a Prefeitura de Maraã em razão de uma reforma na sede administrativa do Executivo que, segundo o órgão, está sendo realizada com gastos consideráveis e sem a devida transparência para a população.

A ação, conduzida pela Promotoria de Justiça local, visa resguardar o patrimônio público e garantir que os recursos municipais sejam utilizados de forma correta e auditável.

Até o momento, a gestão municipal não divulgou informações sobre a obra, como os valores totais, os responsáveis técnicos, projetos arquitetônicos e os processos licitatórios realizados. Essa omissão fere os princípios da publicidade e transparência que regem a Administração Pública e impossibilita o controle social dos gastos.

Histórico de Irregularidades e a Posição do MPAM

A medida judicial destaca que o município de Maraã já possui um histórico de irregularidades em sua gestão. Procedimentos anteriores do MPAM evidenciaram deficiências na gestão de resíduos sólidos, na proteção da infância e juventude, e, de forma recorrente, a falta de transparência e acesso à informação.

Em entrevista, o promotor de Justiça Marcos Túlio Pereira Correia Júnior, responsável pelo caso, ressaltou a gravidade da situação.

“Como a prefeitura, durante muitos anos, não demonstrou, por meio do portal da transparência, os contratos e licitações, e, nesta obra, em específico, não informou a empresa responsável, os gastos e os prazos para sua conclusão, o Ministério Público precisou ingressar com essa ação civil pública visando a transparência para impedir sobrepreço e gasto desnecessário”, declarou.

Exigências e Punições na Ação Civil Pública

Para garantir a lisura do processo e impedir prejuízos ao erário, a Promotoria de Justiça de Maraã requer a tutela de urgência para que o município suspenda imediatamente as obras de reforma.

A retomada só será autorizada após a comprovação de total transparência, com a apresentação dos seguintes documentos e informações:

  • Projetos arquitetônicos, estruturais e de engenharia;
  • Valores totais da obra, com cronograma físico-financeiro e fontes de recursos;
  • Contratos firmados, aditivos contratuais e nomes dos responsáveis técnicos e jurídicos;
  • Comprovação da regularidade dos processos licitatórios;
  • Justificativa técnica da necessidade da reforma;
  • Planilhas orçamentárias detalhadas com comparação de preços de mercado;
  • Disponibilização de todas as informações no portal da transparência municipal.

A ACP solicita, ainda, que o canteiro de obras seja interditado e lacrado. O descumprimento das exigências implicará em uma multa diária de R$ 50 mil ao prefeito Edir Costa Castelo Branco, conhecido como Pastor Edir (União). A ação também determina que a prefeitura publique todas as informações da obra em seu site oficial e no Diário Oficial do Município.

A medida do MPAM é um passo fundamental para promover o controle social e garantir que os recursos públicos de Maraã sejam aplicados em benefício da população, e não em obras realizadas sob o véu da falta de transparência.

A Prefeitura de Maraã ainda não se manifestou a respeito da ação civil pública. O espaço do Portal Meu Amazonas está à disposiçao para esclarecimentos.

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Gláucia Chair
Gláucia Chairhttps://portalmeuamazonas.com.br/
Gláucia Chair é jornalista, pesquisadora e professora, com mais de 25 anos de atuação no mercado de comunicação e educação. CEO do Portal Meu Amazonas, também atua como consultora em conteúdo digital e estratégias de mídia. É Master em Jornalismo pelo Instituto Superior de Educação (ISE) e possui especializações em Literatura Moderna e Pós-Moderna, Docência do Ensino Superior e Comunicação, Design e Multimídia. Membro da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), Gláucia se destaca pela defesa da valorização da produção jornalística e intelectual na Amazônia. Ao longo de sua trajetória, colaborou com veículos de destaque como Portal Amazônia, Jornal e Portal Em Tempo, Portal Radar 10, Revista ECO, Portal Vanguarda do Norte, i9Brasil e Portal Em Pauta.

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