São Paulo (SP) – Uma brasileira de 31 anos está internada em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, após apresentar sintomas compatíveis com ebola depois de retornar de uma viagem de trabalho à República Democrática do Congo. Até o momento, não há confirmação da doença.
A paciente desembarcou no Brasil no último dia 6 de junho após passar pela província de Kivu do Norte, região do leste do Congo que enfrenta uma crise sanitária relacionada ao vírus. Três dias depois, começou a apresentar febre e diarreia, sintomas que levaram ao acionamento dos protocolos de vigilância epidemiológica.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a mulher está estável e permanece em leito de isolamento enquanto aguarda os resultados dos exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz.
Por que o caso é suspeito
A suspeita registrada porque a paciente esteve recentemente em uma área com transmissão da doença e apresentou sintomas compatíveis com a infecção.
De acordo com as autoridades de saúde, essa combinação é suficiente para acionar os protocolos de segurança adotados pelo Brasil para doenças de alto risco epidemiológico.
Até agora, porém, não existe confirmação laboratorial de que a paciente esteja infectada pelo vírus ebola.
Os exames seguem em análise.
O protocolo funcionou como previsto
O caso demonstra o funcionamento da rede brasileira de vigilância epidemiológica para doenças importadas.
Ao identificar uma pessoa que esteve em uma região de risco e apresentou sintomas compatíveis, as equipes de saúde realizaram o encaminhamento para uma unidade de referência nacional em doenças infecciosas.
O Instituto Emílio Ribas considerado um dos principais centros do país para atendimento de casos suspeitos ou confirmados de doenças infecciosas de alta complexidade.
Primeiro caso suspeito do ano descartado
Esta é a segunda suspeita de ebola investigada no Brasil em 2026.
No início de junho, um homem de 37 anos que havia retornado da República Democrática do Congo terminou internado no Emílio Ribas. Após análises laboratoriais, o Instituto Adolfo Lutz descartou a presença do vírus e identificou uma infecção causada pela bactéria Neisseria meningitidis, associada à meningite meningocócica.
O paciente apresentou melhora clínica e recebeu alta.
O que é o ebola
O ebola é uma doença viral grave identificada pela primeira vez na África em 1976.
Os sintomas iniciais costumam incluir febre, fadiga, dores musculares, diarreia e vômitos. Em casos graves, a infecção pode provocar complicações hemorrágicas e falência de órgãos.
A transmissão ocorre por contato direto com sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas infectadas, além de objetos contaminados.
Segundo especialistas, a doença não se espalha pelo ar como ocorre com vírus respiratórios.
Há risco de surto no Brasil?
Até o momento, não existe registro de transmissão local de ebola no Brasil.
As autoridades sanitárias afirmam que o país mantém protocolos específicos para monitoramento de viajantes provenientes de áreas com circulação do vírus e para o atendimento de casos suspeitos.
Por isso, a investigação de uma suspeita não significa que exista circulação da doença em território brasileiro.
SAIBA MAIS
Na semana passada, outro caso suspeito também foi investigado no país. Um cidadão belga que chegou ao Rio de Janeiro vindo de Uganda apresentou sintomas semelhantes e foi submetido a exames pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O resultado descartou Ebola e confirmou malária.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha surtos da doença em países africanos e recomenda vigilância contínua para viajantes procedentes de áreas afetadas.
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