Investimento federal de R$ 3,1 bilhões posicionou o estado como líder do programa na Região Norte
Manaus – O Amazonas contratou 23 mil unidades habitacionais pelo programa Minha Casa, Minha Vida entre 2023 e 2025. O volume de contratos representa investimento federal de R$ 3,1 bilhões e colocou o estado como o principal receptor de recursos do programa na Região Norte.
Os dados fazem parte do balanço da retomada do Minha Casa, Minha Vida após 2023, quando o programa voltou a operar em escala nacional com foco na redução do déficit habitacional e no atendimento a famílias de baixa renda.
O que foi o investimento habitacional no Amazonas
O investimento federal no estado contemplou moradias com infraestrutura básica, incluindo pavimentação, redes de esgoto, drenagem e iluminação pública.
A prioridade foi direcionada às famílias enquadradas na Faixa 1, com renda mensal de até R$ 2.850, que recebem subsídios que podem chegar a 95% do valor do imóvel.
Ao fazer um balanço nacional das contratações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou que o governo antecipou metas que estavam previstas para anos seguintes.
“Nós antecipamos um compromisso que estava previsto para 2026 e já contratamos mais de 2,1 milhões de moradias em todo o país. Esse resultado permitiu estabelecer novos objetivos para a política habitacional”, afirmou.
Amazonas concentrou maior volume da Região Norte
Durante o período analisado, a Região Norte somou 107,8 mil unidades habitacionais contratadas, com investimento de R$ 13,09 bilhões. Desse total, o Amazonas respondeu por 23 mil moradias e R$ 3,1 bilhões, liderando o ranking regional.
Em escala nacional, o Minha Casa, Minha Vida alcançou 2,1 milhões de unidades contratadas, com aporte total de R$ 317,78 bilhões.
Infraestrutura urbana e recorte social
Segundo informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, os empreendimentos contratados foram planejados para garantir infraestrutura urbana completa e acesso a serviços básicos.
O ministro das Cidades, Jader Filho, explicou que a retomada do programa priorizou famílias historicamente excluídas do mercado formal de crédito imobiliário.
“A reconstrução do Minha Casa, Minha Vida teve como eixo central atender as famílias de menor renda, garantindo subsídios elevados e infraestrutura adequada, o que contribui diretamente para reduzir o déficit habitacional”, afirmou o ministro.
Impacto econômico no estado
Além do impacto social, o programa influenciou a economia local. Indicadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontam que o setor imobiliário brasileiro registrou crescimento de 34,6% em 2025, impulsionado pela expansão do programa habitacional.
No Amazonas, a cadeia da construção civil gerou empregos diretos e indiretos, movimentou fornecedores locais e ampliou a atividade econômica em diversos municípios.
Por que isso importa para o Amazonas
O déficit habitacional segue como um dos principais desafios urbanos do estado, sobretudo em Manaus e em áreas de crescimento acelerado.
O volume de contratos firmados entre 2023 e 2025 ampliou o acesso à moradia formal, reduziu ocupações precárias e fortaleceu a política urbana no período analisado.
( * ) Portal Meu Amazonas, com informações da Semcom do Governo Federal.
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