Manaus (AM) – O número de batidas de carros em postes da rede elétrica na capital, no período de janeiro a julho deste ano, chegou a 98, afetando quase todas as regiões. Somente na Zona Sul não registrou ocorrências.
Em alguns pontos cruciais da cidade de Manaus, como na Avenida das Torres, há postes trocados três vezes por causa de acidentes envolvendo veículos automotores.
Defensas
Para evitar novos danos e a interrupção do serviço de energia elétrica, a concessionária está instalando defensas (pequenas paredes de concreto) na frente dos postes.
Ao todo, estão espalhadas pela cidade cerca de 100 defensas, com proteções posicionadas em pontos estratégicos onde já aconteceram acidentes com frequência ou onde o local está propício para isso.
“Normalmente, esses acidentes acontecem à noite. Muitos motoristas perdem o controle por causa do sono e do excesso de álcool. Nos finais de semana, também aumentam os acidentes, principalmente em avenidas largas como a Estrada do Turismo. As defensas contêm o impacto, protegendo o poste e sem causar acidente fatal para o condutor”, explicou o coordenador Thiago Corrêa.
Até o momento, segundo a empresa, a Amazonas Energia investiu cerca de R$ 350 mil com a proteção de concreto naquela área.

Custos
Em caso de acidentes, o causador deve ressarcir o prejuízo da Amazonas Energia. Em média, o valor a ser pago pelo material e mão de obra é de R$ 8,2 mil.
Atualmente, somente no ano de 2023, a empresa registrou 82 processos em andamento para recuperar a perda.
A técnica Nábila de Almeida explica que se todos os processos resultassem no pagamento, a empresa receberia R$ 645 mil, mas normalmente não é isso que acontece.
“Em muitos casos, se o causador do acidente vender o carro, mesmo assim ainda não consegue pagar os custos.”
Os processos são gerados quando a Amazonas Energia consegue identificar o autor do acidente. Em muitos casos, o condutor se evade do local, não sendo possível identificá-lo.
Evolução
Em Manaus, no ano passado, aconteceram 146 batidas em postes, sendo que 108 tiveram que ser emergenciais. As equipes terminaram acionadas para resolver a situação tão logo o acidente ocorreu. Desses, 38 resultaram em manutenção programada.
Em 2021, foram 179 abalroamentos. Desses, 142 precisaram de serviços emergenciais e 37 acabaram programados.
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