Amazonas prepara lideranças para a COP 30 com formação sobre mudanças climáticas

Com o objetivo de fortalecer a representatividade dos povos da floresta na COP 30, que ocorrerá em novembro, em Belém (PA), diversas instituições que atuam na Amazônia lançaram a Jornada COP 30. Entre as principais ações está o curso de formação de facilitadores para apoiar comunidades na elaboração de planos de adaptação às mudanças climáticas. […]

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Com o objetivo de fortalecer a representatividade dos povos da floresta na COP 30, que ocorrerá em novembro, em Belém (PA), diversas instituições que atuam na Amazônia lançaram a Jornada COP 30. Entre as principais ações está o curso de formação de facilitadores para apoiar comunidades na elaboração de planos de adaptação às mudanças climáticas.

A iniciativa é liderada pela rede Conexão Povos da Floresta, com participação do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), Coiab, Conaq, Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e Instituto Virada Sustentável.

Formação alcançará comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas

O curso será realizado de forma online, com foco em capacitar moradores das mais de 1.700 comunidades ligadas à rede Conexão Povos da Floresta. Após a capacitação, os facilitadores conduzirão oficinas locais para identificar impactos climáticos e propor soluções.

Segundo Virgilio Viana, superintendente geral da FAS:

“Não há como falar de mudanças climáticas sem o protagonismo de quem vive, protege e conhece a floresta. A COP 30 deve refletir esse novo paradigma com escuta ativa e respeito aos saberes tradicionais.”

Curso terá cinco módulos temáticos

A formação inclui cinco módulos:

  • Módulo 1: Nivelamento sobre a COP

  • Módulo 2: Mudanças Climáticas no Brasil

  • Módulo 3: Injustiça Climática na Amazônia

  • Módulo 4: Construção de Planos de Adaptação

  • Módulo 5: Preparação para a COP 30

As inscrições seguem até o final de junho, voltadas para populações indígenas, quilombolas e ribeirinhas. As formações começam em julho, e as oficinas, entre agosto e setembro.

Propostas serão levadas à conferência da ONU

Durante as oficinas, as comunidades responderão a três questões-chave:

  • O que mudou no clima do seu território?

  • Como essas mudanças afetam a vida local?

  • O que pode ser feito para melhorar e se proteger?

Após o processo, 30 planos de adaptação serão selecionados e publicados em plataforma digital. A escolha será feita por um comitê com representantes comunitários, cientistas, filantropos e ambientalistas.

Representantes irão à COP 30 em barco amazônico

A iniciativa também selecionará 60 lideranças para participar da COP 30, viajando no barco Banzeiro da Esperança, da FAS, até Belém.

Para Izonela Garrido, vice-presidente do Conselho da FAS:

“É necessário dar microfone à floresta. Mostrar, apoiar e valorizar quem vive nela.”

A Jornada COP 30 reforça o papel estratégico das comunidades tradicionais na construção de soluções climáticas baseadas na realidade da Amazônia.

Leia mais:

Governador do AM reforça agenda ambiental para a COP30 e destaca créditos de carbono

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