Apagão em Manaus: temporal causa falta de energia em dezenas de bairros

Chuvas intensas, ventos e raios atingiram a capital, escancarando a fragilidade da infraestrutura e mobilizando a Defesa Civil e a Amazonas Energia Manaus (AM) – Um forte temporal em Manaus com rajadas de vento e descargas atmosféricas resultou na falta de energia elétrica para dezenas de bairros, na tarde desta terça-feira (14 de outubro de […]

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Chuvas intensas, ventos e raios atingiram a capital, escancarando a fragilidade da infraestrutura e mobilizando a Defesa Civil e a Amazonas Energia

Manaus (AM) – Um forte temporal em Manaus com rajadas de vento e descargas atmosféricas resultou na falta de energia elétrica para dezenas de bairros, na tarde desta terça-feira (14 de outubro de 2025). O evento climático não apenas paralisou o fornecimento, como também expôs a vulnerabilidade da infraestrutura urbana da capital amazônica diante de chuvas intensas.

Danos à rede, vegetação caída e o risco de desabamentos tornaram-se visíveis, mobilizando as equipes de emergência e a concessionária de energia.

A Amazonas Energia confirmou que as condições climáticas adversas foram a causa das falhas generalizadas no sistema que abastece diversas regiões. A Defesa Civil do Município de Manaus após acionada, registrou ocorrências graves, principalmente nas zonas Norte e Centro-Sul, incluindo desabamentos, deslizamentos, alagamentos e erosão.

Danos e Zonas de Risco: A Resposta da Defesa Civil

As equipes de manutenção da Amazonas Energia mobilizaram-se para a remoção de árvores sobre fios e restabelecimento dos circuitos desligados. Contudo, a capacidade plena de operação depende da melhora das condições climáticas, o que prolonga o período de apagão em Manaus para muitos moradores.

Bairros afetados pela Falta de Energia:

  • Zonas de Maior Impacto (Norte e Centro-Sul): Cidade de Deus, Novo Aleixo, Novo Israel, Colônia Terra Nova, Monte das Oliveiras, Parque Dez, Flores e Santa Etelvina.
  • Outras Regiões Atingidas: Aleixo, Alvorada I, Aparecida, Betânia, Brasileirinho, Cachoeirinha, Centro, Chapada, Compensa, Crespo, Distritos Industriais, Jorge Teixeira, Lago Azul, Morro da Liberdade, Nossa Senhora das Graças, Parque Laranjeiras, Petrópolis, Ponta Negra, Praça 14, Presidente Vargas, Puraquequara, Rural, Santo Agostinho, São Francisco, São Geraldo, São Lázaro, Tarumã, e Tarumã-Açu.

De acordo com o último Relatório de Riscos da Defesa Civil do Amazonas, as áreas de encosta e igarapés, notadamente nas zonas Norte e Leste, possuem alta suscetibilidade a deslizamentos. É portanto, fundamental que a Defesa Civil local, através de seus boletins, reforce o alerta à população dessas áreas.

Impacto, prejuízos e riscos

O cenário traz consequências imediatas que vão além do desconforto, afetando a segurança e a economia local:

  1. Segurança e Deslocamento: Ruas às escuras elevam a vulnerabilidade social. Além disso, os alagamentos complicam o deslocamento, aumentando os riscos de acidentes e danos patrimoniais.
  2. Economia Local: A interrupção no comércio e a perda de alimentos perecíveis nos bairros atingidos geram prejuízos diretos, especialmente para os Microempreendedores Individuais (MEIs) que dependem da energia para operar suas atividades.
  3. Risco Estrutural: A fragilidade de construções em áreas de risco impõe perigo de deslizamentos e desabamentos, problema recorrente que exige políticas públicas de planejamento urbano mais rigorosas.

A fragilidade da Infraestrutura em Manaus

A repetição deste cenário a cada grande tempestade não é acidental, mas reflexo da fragilidade histórica da infraestrutura urbana na capital. A ausência de manutenção da rede elétrica, a política de arborização urbana e o sistema de drenagem pluvial mostram deficiências persistentes.

A solução exige um plano de médio a longo prazo, focado em:

  • Investimento em Redes: Priorizar a instalação de redes subterrâneas ou protegidas para minimizar a interferência de ventos e quedas de árvores.
  • Gestão de Arborização: Implementar um plano de poda preventiva e escolher espécies arbóreas adequadas que não representem risco à fiação.
  • Planejamento Urbano Integrado: O plano diretor da cidade precisa incorporar de forma efetiva o mapeamento de risco hidrológico, focando em soluções de drenagem e estabilização de encostas para proteger o cidadão do Amazonas.

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