Curso técnico após a graduação: um diferencial competitivo no mercado

Manaus (AM) – É comum que um profissional técnico busque uma graduação após a primeira formação, mas o caminho inverso também é possível. Com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, que exige conhecimentos práticos e atualizações sobre as novas tendências, a formação técnica para graduados se mostra como um caminho alternativo para quem […]

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Manaus (AM) – É comum que um profissional técnico busque uma graduação após a primeira formação, mas o caminho inverso também é possível. Com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, que exige conhecimentos práticos e atualizações sobre as novas tendências, a formação técnica para graduados se mostra como um caminho alternativo para quem quer ter um currículo diferenciado em até 18 meses.

Uma pesquisa realizada pelo LinkedIn, maior rede profissional do mundo, mostrou que 72% dos profissionais de recursos humanos afirmaram que contratar talentos se tornou mais desafiador no último ano. A consulta ocorreu entre 28 de novembro e 13 de dezembro de 2024.

Entre os principais obstáculos apontados pelos gestores estava, em primeiro lugar, a escassez de candidatos com as habilidades técnicas (65%) e comportamentais (58%) certas e o crescimento no número de candidaturas sem a qualificação adequada (55%).

Para a diretora-presidente do Centro de Ensino Técnico (Centec), Eliana Cássia de Souza, a formação técnica para graduados pode ajudar a complementar a ausência de experiência, argumento tão comum nas seleções de emprego.

“O ensino técnico permite uma formação mais ágil e focada nas necessidades reais do mercado. Muitos graduados percebem que falta algo mais prático em suas formações e encontram essa solução nos cursos técnicos”, explica.

Um exemplo de formações complementares são o técnico em informática para profissionais de ciência da computação e sistemas de informação; técnico em logística para graduados em administração ou ciências contábeis; e técnico em enfermagem para fisioterapeutas, biólogos e farmacêuticos.

Garantias

Embora a formação superior seja vista como o caminho ideal para o futuro profissional, nem sempre a universidade é garantia de emprego na área. Exemplo disso é o que mostra o estudo ‘O Ensino e o Mercado de Trabalho – Análise de Cenário’, encomendado pela Geofusion, da empresa Cortex, líder em inteligência de dados na América Latina.

Conforme o levantamento, nos 15 cursos mais populares do Brasil, apenas um em cada dez graduados consegue ingressar no mercado em cargos totalmente compatíveis com a sua formação. A maior parte fica em funções de nível médio ou fundamental.

“O mercado não quer apenas diplomas, mas sim profissionais que saibam executar tarefas com excelência. Um curso técnico pode ser o diferencial que coloca um graduado à frente em um processo seletivo, por exemplo”, conclui Eliana Cássia de Souza.

Virada

Uma outra opção é para profissionais graduados que por algum motivo tenham decidido mudar de área. Nestes casos, especialmente considerando o custo menor de formação e o tempo mais rápido, o curso técnico se destaca como o mais vantajoso.

“Não há problema em mudar de área se você sentir que não gosta do que faz. Aliás, o primeiro passo para escolher uma profissão é ter interesse por ela. Neste caso, o técnico surge como uma opção para migrar para áreas correlatas ou até, por que não, totalmente diferentes”, pontua Eliana.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a Question Pro, divulgada em maio de 2024, apenas quatro em cada dez trabalhadores brasileiros declaram satisfação com seus empregos.

“Não devemos ter medo de recomeçar. Optar por um curso técnico após uma graduação não é retroceder, mas sim uma estratégia inteligente para se reinventar e conquistar novas oportunidades”, acrescenta a diretora.

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Gláucia Chair
Gláucia Chairhttps://portalmeuamazonas.com.br/
Gláucia Chair é jornalista, pesquisadora e professora, com mais de 25 anos de atuação no mercado de comunicação e educação. CEO do Portal Meu Amazonas, também atua como consultora em conteúdo digital e estratégias de mídia. É Master em Jornalismo pelo Instituto Superior de Educação (ISE) e possui especializações em Literatura Moderna e Pós-Moderna, Docência do Ensino Superior e Comunicação, Design e Multimídia. Membro da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), Gláucia se destaca pela defesa da valorização da produção jornalística e intelectual na Amazônia. Ao longo de sua trajetória, colaborou com veículos de destaque como Portal Amazônia, Jornal e Portal Em Tempo, Portal Radar 10, Revista ECO, Portal Vanguarda do Norte, i9Brasil e Portal Em Pauta.

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