Manaus (AM) – A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) iniciou, nesta terça-feira (20), as atividades de sua base regional em Manaus para reforçar a preparação e o atendimento em situações de emergência, incluindo os impactos das queimadas florestais no Amazonas.
A unidade vai apoiar a organização dos serviços de saúde, o planejamento das ações de emergência e a distribuição de insumos médicos para os municípios afetados pela fumaça e por outros eventos climáticos extremos.
Uma das principais ferramentas de apoio é um painel digital que permite acompanhar a disponibilidade de insumos de saúde nas cidades. Com essas informações, as equipes podem planejar o transporte de materiais por estradas, rios e vias aéreas, além de estimar o tempo necessário para a entrega.
Até o momento, 43 municípios preencheram os dados solicitados pelo sistema, desenvolvido em parceria entre a FN-SUS, a Superintendência do Ministério da Saúde no Amazonas e as secretarias estadual e municipais de Saúde.
Base reúne profissionais especializados na Amazônia
A unidade de Manaus é a quarta base regional da Força Nacional do SUS em funcionamento no país. A estrutura reúne profissionais com experiência no atendimento pelo sistema público de saúde e no trabalho em áreas remotas da Amazônia.
A equipe atua em áreas como gestão, assistência à saúde, logística, comunicação de risco e mobilização das comunidades. O trabalho também envolve a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e outros gestores do SUS.
O objetivo é identificar as necessidades de cada região, avaliar a capacidade de atendimento dos serviços de saúde e organizar os recursos necessários para enfrentar situações de emergência.
Para isso, as equipes utilizam o chamado Diagnóstico Situacional Vivo, que reúne informações sobre a vigilância em saúde, os atendimentos realizados, os relatos dos gestores e as observações feitas diretamente nos locais afetados. Na prática, esse levantamento ajuda a identificar onde a rede de saúde precisa de reforço.
Governo prevê novas bases regionais
O Ministério da Saúde prevê ampliar a presença da Força Nacional do SUS em diferentes regiões do país. Até o fim de 2026, o plano de expansão prevê novas bases em Fortaleza (CE), Recife (PE), Campo Grande (MS), Belém (PA) e Porto Velho (RO).
Segundo as informações divulgadas pelo governo federal, outra unidade deve começar a funcionar ainda nesta semana em Porto Velho.
A expansão busca reduzir o tempo de resposta a desastres e emergências sanitárias. A meta é permitir que as equipes cheguem às áreas afetadas em até 12 horas e iniciem as ações necessárias, conforme a gravidade da ocorrência, em até 72 horas.
Plano prepara o SUS para mudanças climáticas
A ampliação da estrutura integra o AdaptaSUS, plano do Ministério da Saúde voltado à preparação do sistema público para os efeitos das mudanças climáticas, com atenção especial às populações mais vulneráveis.
Apresentado durante a COP30, o plano estabelece metas e ações com horizonte até 2035. Entre as medidas previstas estão a implantação de oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), que deverão integrar dados sobre saúde e condições climáticas para ajudar na emissão de alertas e na tomada de decisões.
A proposta é antecipar riscos e preparar os serviços de saúde para responder a eventos como ondas de calor, queimadas, secas e outros fenômenos que podem agravar problemas de saúde da população.
Painel nacional monitora riscos do calor
Outra ferramenta anunciada pelo governo federal é o Painel Nacional de Excesso de Calor, que apresenta previsões para os 5.570 municípios brasileiros com até cinco dias de antecedência.
As informações podem ajudar gestores públicos a identificar situações de risco e planejar medidas preventivas para proteger a população, especialmente grupos mais vulneráveis aos efeitos das altas temperaturas.
No Amazonas, a atuação da base regional em Manaus busca fortalecer a capacidade de resposta do SUS diante das queimadas e de outras emergências, com monitoramento das necessidades dos municípios e organização dos recursos necessários para o atendimento.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
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