Parintins (AM) – Uma equipe de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena Parintins (DSEI PIN) realizou o parto de uma gestante indígena dentro de uma embarcação durante uma remoção fluvial, em meio às dificuldades provocadas pela estiagem na região. O nascimento ocorreu em 21 de setembro, após aproximadamente cinco horas de deslocamento, e terminou com mãe e filha em boas condições de saúde.
A gestante, de 35 anos, moradora do Polo Vila Nova 1, em Aveiro (PA), estava com 34 semanas e 6 dias de gravidez quando sofreu um escorregão por volta do meio-dia. No final da tarde, durante uma visita domiciliar a idosos, a equipe de saúde tomou conhecimento da situação e identificou que a mulher apresentava dor leve na parte inferior da barriga e discreta perda de líquido.
“Ela relatou que sofreu um escorregão no final da manhã e, no momento da visita, avisou que estava com uma leve dor na base da barriga e teve uma discreta perda de líquido”, relatou o enfermeiro Roni Tavares.
Gestante entra em trabalho de parto durante viagem
Diante dos sinais apresentados, os profissionais decidiram iniciar a remoção imediata da paciente para Parintins. O trajeto foi dividido em duas etapas devido às condições dos rios durante o período de estiagem.
A primeira parte da viagem durou aproximadamente duas horas, em uma embarcação de pequeno porte equipada com motor de 15 HP. Depois, a equipe seguiu por mais três horas em uma embarcação maior, com motor de 150 HP.
Durante o deslocamento, a gestante entrou em trabalho de parto ativo, e os profissionais precisaram realizar o parto dentro da embarcação.
Parto ocorreu sem intercorrências
Segundo o enfermeiro Roni Tavares, a equipe realizou o parto normal mesmo com duas circulares de cordão umbilical, situação em que o cordão fica enrolado ao redor do pescoço do bebê.
“No trajeto, ela veio a entrar em trabalho de parto ativo. Tivemos que realizar o parto normal, mesmo com duas circulares de cordão, ou seja, o cordão enrolado no pescoço da criança. Conseguimos fazer a manobra e realizamos o parto normal, graças a Deus, sem intercorrência para a mãe e para a criança”, afirmou.
A bebê nasceu bem, chorou logo após o nascimento e apresentou boa amamentação. Depois do parto, mãe e filha continuaram a viagem até serem entregues aos profissionais da Casa de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) de Parintins.
A equipe da CASAI realizou o encaminhamento imediato das duas ao Hospital Padre Colombo. Conforme informações repassadas pelos profissionais do município, mãe e filha seguem bem.
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