Manaus (AM) – Às margens do rio Negro, na comunidade Julião, o prefeito David Almeida declarou oficialmente aberto, nesta quinta-feira (15/1), o ano letivo de 2026 das escolas da zona rural ribeirinha da capital. A solenidade ocorreu na escola municipal Canaã 2 e marcou o início das aulas para 2.519 alunos matriculados em 48 unidades de ensino distribuídas entre os rios Negro e Amazonas.
Ao abrir o ano letivo, o prefeito destacou que garantir educação de qualidade na Amazônia exige planejamento, respeito à realidade geográfica e presença constante do poder público nas comunidades mais distantes.
Educação adaptada à realidade amazônica
Segundo David Almeida, o calendário escolar na zona ribeirinha precisa considerar o ciclo das águas. “Começamos as aulas de forma antecipada porque nossas estradas são os rios. A realidade da zona rural é completamente diferente da área urbana”, afirmou.

O prefeito explicou que o acesso dos estudantes às escolas depende de logística fluvial. “Os alunos chegam de barco, de bote. A prefeitura garante esse transporte para que ninguém fique sem estudar”, reforçou.
Investimentos mudam a realidade das escolas rurais
David Almeida ressaltou que os investimentos estruturais transformaram a educação na zona rural. As escolas contam com internet via satélite, centros de tecnologia educacional, quadras poliesportivas, refeitórios e salas climatizadas com mobiliário novo.
Essas melhorias ajudaram a combater o êxodo escolar. “Em 2021, tínhamos cerca de 9 mil alunos na zona rural. Hoje, são 13.500 estudantes matriculados”, destacou.
Avanços refletem nos índices educacionais
O prefeito afirmou que os resultados são consequência direta dos investimentos. “Melhoramos a estrutura física, a merenda, o transporte escolar, o material pedagógico e levamos tecnologia às escolas rurais. Isso nos colocou entre as cinco melhores capitais do Brasil em educação”, disse.
Calendário escolar unificado e foco pedagógico
O secretário municipal de Educação, Júnior Mar, explicou que a antecipação das aulas segue a identidade amazônica. “Aqui, quem define o calendário é o rio. Pela primeira vez, unificamos os calendários do rio Negro e do rio Amazonas, garantindo continuidade no aprendizado”, afirmou.
Ele também destacou o tema pedagógico de 2026: “Escola que acolhe, educa e transforma”.
Parcerias e impacto nas comunidades
O vereador Eduardo Alfaia destacou a parceria entre o Executivo e o Legislativo. “Essa união permite levar dignidade às comunidades ribeirinhas, com educação de qualidade, infraestrutura e serviços essenciais”, afirmou.
Durante a agenda, o prefeito também reinaugurou a escola municipal Canaã 2. O diretor da unidade, Carlos Rocha, destacou a transformação do espaço. “Muitas crianças nunca tinham estudado em salas climatizadas. Hoje, a realidade é outra”, disse.

Moradora da comunidade Julião, Edna Barbosa, mãe de duas alunas, comemorou as melhorias. “A escola mudou completamente. Com esse conforto, o aprendizado vai melhorar muito”, afirmou.
Ao encerrar a solenidade, David Almeida reforçou que a educação seguirá como prioridade da gestão. “Estamos garantindo dignidade e oportunidades. Avançamos muito, mas ainda temos trabalho a fazer”, concluiu.
Abrir o ano letivo no coração da Amazônia simboliza mais do que o início das aulas. Representa o compromisso de levar educação pública de qualidade a todos, inclusive onde o caminho até a escola começa pelo rio.
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