RIO DE JANEIRO – A banda paraense Baile do Mestre Cupijó iniciou nesta sexta-feira (3) uma série de apresentações no Rio de Janeiro em comemoração aos 50 anos do siriá, ritmo tradicional da Amazônia considerado um dos principais símbolos culturais do Baixo Tocantins, no Pará.
As apresentações acontecem em unidades do Sesc e integram a programação do edital Cultura Sesc Rio Pulsar. O espetáculo reúne música, dança e elementos da cultura amazônica em homenagem ao legado de Mestre Cupijó, responsável por popularizar o siriá em todo o país.
Turnê passa por quatro cidades
A primeira apresentação ocorre no Sesc São Gonçalo. Depois, o grupo segue para o Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis, no domingo (5), se apresenta no Sesc Copacabana, no dia 8, e encerra a turnê fluminense no Sesc Nova Iguaçu, em 11 de julho.
Os espetáculos têm classificação livre, contam com intérpretes de Libras e oferecem entrada gratuita para pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos por pessoa, por meio do Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG). Para o público em geral, os ingressos custam R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia).
Homenagem ao Mestre Cupijó
Criada após a produção de um documentário sobre Mestre Cupijó, a banda preserva e atualiza o repertório do músico paraense, considerado um dos principais responsáveis pela difusão do siriá.
Segundo o diretor do grupo, João P. Cavalcante, a turnê celebra os quatro álbuns lançados por Mestre Cupijó entre 1974 e 1976, obras que marcaram a consolidação do gênero musical.
Além da homenagem, o grupo prepara o lançamento de um novo álbum, previsto para o fim de 2026 ou início de 2027, acompanhado de um videoclipe.
Tradição amazônica
Com dez integrantes, a banda reúne instrumentos de sopro, cordas, bateria e percussões típicas da Amazônia. O repertório valoriza a cultura do Baixo Tocantins e busca apresentar o siriá a novos públicos, mantendo viva uma das expressões mais tradicionais da música paraense.
SAIBA MAIS
O siriá é um ritmo tradicional do município de Cametá (PA) e possui forte influência das culturas indígena, africana e ribeirinha. Popularizado por Mestre Cupijó na década de 1970, tornou-se uma das principais manifestações musicais da região amazônica.
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