Festival de Parintins 2025: Boi Caprichoso abre a segunda noite e celebra a retomada das tradições

A agremiação trouxe como tema “Kizomba: Retomada pela Tradição”, reforçando a importância da representatividade e dos povos tradicionais da Amazônia

Data:

Compartilhe esse post:

Parintins (AM) – Na segunda noite do 58º Festival de Parintins, neste sábado (28/06), o Boi Caprichoso abriu as apresentações com um espetáculo marcado pela exaltação da cultura negra, das lendas amazônicas e dos rituais indígenas.

Com o tema “Kizomba: Retomada pela Tradição”, a agremiação reforçou a importância da representatividade e memória dos povos tradicionais da Amazônia. O evento,promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

O levantador de toadas, Patrick Araújo, reforçou o compromisso da agremiação com o espetáculo e a busca pelo título de tetracampeão.

“Hoje o Caprichoso preparou mais um grande show, mais um grande espetáculo. E preparou muitas novidades, como a noite de ontem. Então, vamos pra cima em busca desse título. É um trabalho a longo prazo, a gente chega neste mês, nesta semana, praticamente já fechado para apresentar o espetáculo”, afirmou.

Destaques

A noite começou com a apresentação da Figura Típica Regional, representada pelos Marandoeiros e Marandoeiras da Amazônia, os contadores de histórias que mantêm vivas a memória e a cultura do povo amazônida por meio da oralidade.

Uma homenagem à sabedoria popular, aos “causos” dos interiores. A alegoria foi desenvolvida pelos artistas Márcio Gonçalves e Nildo Costa, evidenciando a força e resistência desses personagens da floresta.

Entre os destaques da apresentação, a Lenda Amazônica retratou a história de Sacaca Merandolino, o Encantado de Arapiuns. A obra assinada pelo artista Alex Salvador, de 34 anos, conta a trajetória do curandeiro que, ao morrer, tornou-se o eterno guardião das águas escuras do rio Arapiuns.

O momento também foi marcado pela apresentação da Rainha do Folclore, que surgiu em destaque no interior da alegoria.

O levantador de toadas Patríck Araújo conduziu um dos momentos aclamados da noite ao interpretar Sensibilidade, toada que mobilizou a arquibancada e a galera azulada.

No Ritual Indígena, o Boi Caprichoso apresentou Musudi Munduruku – A Retomada dos Espíritos, uma celebração espiritual e de resistência do povo Munduruku. A alegoria grandiosa assinada pelo artista Kennedy Prata, trouxe o Pajé Erick Beltrão.

Na arena, a emoção também tomou conta dos torcedores. O professor Luiz Oliveira, 46, de Maués, que se apresentou como Item 19 – Galera –, descreveu a experiência.

“Eu estou muito emocionado, o boi estava gigante, brilhante, lindo, impactante. Vamos ser tetracampeões, tenho certeza. É uma emoção que só quem está aqui consegue perceber e sentir”, disse.

O Festival de Parintins segue neste domingo (29/06) com a terceira e última noite de apresentações no Bumbódromo.

 

Portal Meu Amazonas
Portal Meu Amazonashttps://portalmeuamazonas.com.br
O Portal Meu Amazonas é um veículo digital de jornalismo sediado em Manaus, dedicado à cobertura do Amazonas e da Amazônia. Produz notícias, reportagens, análises e conteúdo de serviço sobre política, economia, cidades, meio ambiente, cultura, segurança, saúde e temas que impactam a população da região.

Matérias Relacionadas

VÍDEO: Menino de 6 anos morre após ser atingido por faca durante castigo do pai no AM

Criança foi atingida por uma faca que estava dentro de uma mochila usada pelo pai, segundo versão apresentada à Polícia Civil.

Honda e UEA lançam pós-graduação inédita em Ergonomia Aplicada à Indústria 4.0 no AM

Parceria entre Moto Honda e UEA cria formação inédita no Amazonas para preparar profissionais diante dos novos desafios da Indústria 4.0.

VÍDEO: Cabo PM é preso suspeito de entregar empresário para ‘tribunal do crime’ em Manaus

Operação Prova Viva cumpriu mandados de prisão e busca contra investigados por sequestro ocorrido na zona Norte da capital.

Reviravolta: laudo descarta estupro e aponta asfixia na morte da bebê Helena

Perícia oficial descartou violência sexual, apontou morte por asfixia e levou a Polícia Civil a reclassificar a investigação.