Manaus (AM) – O Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), na zona Sul de Manaus, deu o pontapé inicial para o 68º Festival Folclórico do Amazonas na noite de quinta-feira (4). O evento de pré-abertura, realizado pela Prefeitura de Manaus por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), abre as portas para uma maratona cultural com entrada gratuita que se estenderá até o dia 20 de junho, reunindo os grupos das categorias Bronze e Prata.
O público terá acesso diário a uma vasta programação que inclui danças nordestinas, quadrilhas tradicionais, cômicas e alternativas, além de cirandas, danças nacionais e bois-bumbás. O circuito fomenta o movimento folclórico diretamente nos bairros de Manaus.
Recorde de investimentos no folclore
A edição de 2026 marca o maior repasse financeiro da história da administração municipal para o festival. No total, a prefeitura injetou mais de R$ 1,4 milhão na base do folclore local. Cada agremiação da categoria Prata recebeu um fomento de R$ 21.780 (totalizando R$ 1.023.660), enquanto os grupos da categoria Bronze foram contemplados com R$ 9.680 cada (somando R$ 406.560).
O diretor-presidente da ManausCult, Márcio Braz, destacou o impacto do recurso para as famílias envolvidas. “Esse festival representa a força da cultura popular amazonense e o trabalho de centenas de brincantes. A prefeitura garante apoio, incentivo e valorização para que as categorias de acesso tenham dignidade na arena”, afirmou.
O presidente da Liga Independente dos Grupos Folclóricos de Manaus, José de Arimateia, elogiou a postura do executivo municipal em assegurar as verbas.
“É o 68º Festival Folclórico do Amazonas. Há muita luta, muito sacrifício, muitos ensaios e, graças a Deus, o apoio da Prefeitura de Manaus, por meio do nosso prefeito Renato Junior, que não mediu esforços para colaborar e oferecer apoio financeiro aos grupos folclóricos. Faremos um dos melhores festivais folclóricos da história”, declarou Arimateia.
Histórias de superação e recomeço no tablado
O incentivo financeiro permitiu o retorno de grupos tradicionais que estavam longe das arenas, como a Dança Nordestina Cangaceiros de Thianguá. A presidente da agremiação, Katia Carlucho, revelou que o grupo passou duas décadas desativado. “Nós começamos do zero, tivemos que juntar todos os brincantes. Temos 20 pares novos que vieram da parte bem bruta da pedra e estamos lapidando”, celebrou.
A emoção de pisar no CCPA também contagiou veteranos e estreantes. A brincante Eliane Alves, de 59 anos, relembrou a trajetória do festival. “Eu sou da época do tablado de madeira na bola da Suframa. Hoje, já faz 25 anos que danço. É uma experiência maravilhosa”, relatou.
Na ala dos mais jovens, o clima é de festa antecipada. A quadrilha Tradicional Felizes na Roça já garantiu o passaporte de acesso para a categoria Bronze no ano de 2027. “É muito incrível, muito emocionante para a gente que está começando agora. É só alegria”, comemorou a noiva do grupo, Clara Fonseca, de 19 anos.
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