Série sobre cacau, castanha e pirarucu terá lançamento gratuito no Teatro Amazonas

Produção apresentada pelo fotógrafo Luciano Candisani mostra como atividades econômicas ligadas à floresta ajudam a sustentar comunidades amazônicas; evento ocorre em 28 de outubro, às 19h

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Manaus (AM) – O Teatro Amazonas recebe, na quarta-feira (28), às 19h, o lançamento da série documental Amazônia, em Manaus. Com entrada gratuita, a produção apresentada pelo fotógrafo documental Luciano Candisani mostra como o cultivo do cacau nativo, a coleta da castanha-do-brasil e o manejo do pirarucu podem gerar renda para comunidades sem destruir a floresta.

A série tem três episódios de 26 minutos e aborda a relação entre conservação ambiental, conhecimento científico e saberes tradicionais. A produção também mostra os impactos da crise climática sobre atividades econômicas que dependem da floresta conservada.

O público poderá assistir a um dos episódios durante o lançamento. A entrada é gratuita, sem necessidade de retirar ingresso antecipadamente, mas está sujeita à lotação do teatro.

A Produtora Brasileira (https://produtorabrasileira.com.br) assina a produção, patrocinada pela Yamaha por meio da Lei do Audiovisual. O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) participa da realização do evento.

Série mostra como a floresta sustenta comunidades

Os três episódios apresentam experiências de produção e manejo de recursos naturais em diferentes áreas da Amazônia.

Cacau nativo: na comunidade de Novos Prazeres, famílias ribeirinhas passaram a organizar o manejo, a seleção, a fermentação e a comercialização do cacau nativo com apoio de assistência técnica. A série mostra como a qualificação e o acesso ao mercado podem agregar valor ao produto sem exigir a derrubada da mata para outros usos.

Castanha-do-brasil: a produção acompanha dificuldades enfrentadas por extrativistas diante da redução da oferta de castanha e da operação abaixo da capacidade de unidades de beneficiamento. O episódio relaciona a quebra de safra a períodos anormais de seca e aos impactos sobre a renda das famílias coletoras.

Pirarucu: em Mamirauá, no Médio Solimões, o documentário apresenta o manejo do peixe, que combina conhecimento tradicional e pesquisa científica. Os pescadores contam os pirarucus quando eles sobem à superfície para respirar. O método ajuda a definir as cotas de captura de cada temporada.

Pesquisadores do Instituto Mamirauá acompanham e estudam esse sistema de manejo.

Seca ameaça produção de castanha e renda de extrativistas

A crise climática ocupa espaço central no episódio sobre a castanha-do-brasil. A redução da produção afeta diretamente as famílias que dependem da coleta e do beneficiamento do fruto.

Durante a série, Candisani relata o que observou em campo.

“Nessa viagem eu consegui sentir, de fato, observar e perceber que os efeitos estão aí”, afirma o fotógrafo.

O tema tem relação direta com a realidade do Amazonas, que enfrentou secas históricas em 2023 e 2024. Nesse período, o Rio Negro registrou níveis excepcionalmente baixos no Porto de Manaus, enquanto comunidades ficaram isoladas pela dificuldade de navegação nos rios.

O documentário também conta com a participação do cientista Carlos Nobre, que alerta para o risco de a Amazônia atingir um ponto de não retorno climático e ambiental.

“Se o desmatamento ultrapassar entre 20% e 25% e o aquecimento global ultrapassar 2 a 2,5 graus, nós passaríamos do ponto de não retorno”, afirma Nobre.

Documentário destaca quem vive na Amazônia

Além da biodiversidade, a série aborda as condições de vida da população amazônica. A coordenadora residente da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Silvia Rucks, chama atenção para a necessidade de incluir as pessoas nas discussões sobre desenvolvimento sustentável.

A produção defende que a conservação da floresta também depende de condições para que as comunidades mantenham sua renda, garantam a alimentação e participem das decisões sobre o território.

A proposta é mostrar que a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico podem caminhar juntos quando as atividades produtivas respeitam os limites da floresta e valorizam os conhecimentos locais.

Grupo Gaponga encerra programação

O lançamento no Teatro Amazonas começa às 19h, com uma abertura institucional conduzida por representantes da Produtora Brasileira, da Yamaha e do CIEAM.

Das 19h15 às 19h45, o público acompanhará a exibição de um dos episódios da série. Em seguida, das 19h45 às 20h25, o Grupo Gaponga encerra a noite com uma apresentação musical que reúne composições autorais, poesia e bioinstrumentos ligados à identidade amazônica.

Após o lançamento em Manaus, a produção deverá circular pelo Brasil. Segundo o material de divulgação, a série será doada para exibição nacional, com o objetivo de alcançar o grande público.

Produção recebeu incentivo da Lei do Audiovisual

A série Amazônia contou com patrocínio da Yamaha por meio da Lei nº 8.685/1993, conhecida como Lei do Audiovisual.

O artigo 1º-A da legislação prevê mecanismos de incentivo fiscal para empresas que patrocinam obras audiovisuais independentes, dentro das condições e dos limites estabelecidos em lei.

O texto integral da legislação está disponível no site do Planalto:

Serviço

Evento: lançamento da série documental Amazônia

Data: quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Horário: 19h

Local: Teatro Amazonas, Largo de São Sebastião, Centro, Manaus

Entrada: gratuita, sem retirada antecipada de ingresso, sujeita à lotação

Classificação indicativa: livre

( * ) Com informações da assessoria.


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Gláucia Chair
Gláucia Chairhttps://portalmeuamazonas.com.br/
Gláucia Chair é jornalista, pesquisadora e professora, com mais de 25 anos de atuação no mercado de comunicação e educação. CEO do Portal Meu Amazonas, também atua como consultora em conteúdo digital e estratégias de mídia. É Master em Jornalismo pelo Instituto Superior de Educação (ISE) e possui especializações em Literatura Moderna e Pós-Moderna, Docência do Ensino Superior e Comunicação, Design e Multimídia. Membro da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), Gláucia se destaca pela defesa da valorização da produção jornalística e intelectual na Amazônia. Ao longo de sua trajetória, colaborou com veículos de destaque como Portal Amazônia, Jornal e Portal Em Tempo, Portal Radar 10, Revista ECO, Portal Vanguarda do Norte, i9Brasil e Portal Em Pauta.

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