Manaus – A Brazil Potash Corp. encerrou 2025 com avanços considerados estratégicos para o Projeto Potássio Autazes, no interior do Amazonas.
De acordo com a assessoria, a empresa anunciou contratos que garantem a venda de aproximadamente 91% da produção futura, reforçou sua liderança executiva e avançou na preparação do local.
Para 2026, o foco se concentra no financiamento e no início da construção da estrutura física do projeto.
Controladora da Potássio do Brasil, a companhia aposta no empreendimento como peça-chave para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados, um tema sensível para o agronegócio nacional e com impacto direto na economia amazônica.
Contratos fechados e produção praticamente garantida
Ao longo de 2025, a Brazil Potash firmou os dois últimos grandes contratos de offtake com a Keytrade e a Kimia Solutions. Com isso, a empresa passou a contar com compromissos vinculantes de longo prazo, no modelo take-or-pay, cobrindo cerca de 91% da produção planejada.
Além disso, a companhia lançou BDRs na B3, ampliando o acesso de investidores brasileiros ao projeto, e concluiu etapas de manejo de vegetação e preparação do terreno em Autazes.
Liderança reforçada e avanço financeiro
A empresa também promoveu mudanças relevantes na governança. Mayo Schmidt assumiu como Executive Chairman. Sergio Leite passou a presidir a Potássio do Brasil. Christian Joerg entrou para o Conselho de Administração, enquanto Marcelo Lessa reforçou o Conselho Consultivo.
No campo financeiro, a Brazil Potash captou US$ 28 milhões via private placement, estruturou uma linha de crédito acionária de US$ 75 milhões e contratou a BTIG para liderar o processo de financiamento do projeto. Instituições financeiras, bancos comerciais e agências de crédito à exportação realizaram visitas técnicas ao local.
Energia, meio ambiente e relação com comunidades
Entre os marcos de 2025, a empresa assinou um memorando de entendimento com a Fictor Energia para viabilizar cerca de US$ 200 milhões em financiamento voltado à construção de linhas de transmissão elétrica.
No campo socioambiental, a companhia manteve programas de resgate e afugentamento de fauna, monitoramento arqueológico e ações de preservação do patrimônio. Também avançou no diálogo com o povo Mura, iniciando discussões sobre o Acordo de Benefícios e Impactos (IBA) e firmando 13 memorandos de entendimento voltados à capacitação da mão de obra local.
2026: engenharia, financiamento e início das obras
Para 2026, a Brazil Potash definiu prioridades claras. A empresa pretende concluir a engenharia avançada dos poços da mina e da planta de processamento, atrair um parceiro estratégico de equity no nível do projeto e estruturar financiamentos específicos para infraestrutura logística, energia e terminal portuário fluvial.
Assim que essas etapas forem concluídas, a companhia planeja iniciar encomendas de equipamentos de longo prazo e avançar nas obras civis, marcando a transição do projeto para a fase de construção em larga escala no Amazonas.
Segundo o CEO Matt Simpson, 2025 representou um ponto de virada.
“Garantimos contratos para mais de 90% da produção, fortalecemos a liderança e aprofundamos o relacionamento com as comunidades locais. Em 2026, o foco total será concluir a engenharia, assegurar o financiamento e avançar para a construção”, afirmou.
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