Novas embarcações SW reforçam logística entre Manaus e Belém e reduzem emissões
Manaus – A operadora logística Combitrans ampliou sua frota fluvial com duas novas balsas do tipo SW (Swimming Warehouse), que entram em operação entre janeiro e fevereiro na hidrovia Solimões–Amazonas.
As embarcações vão atuar na rota Manaus–Belém e Belém–Manaus, considerada estratégica para o abastecimento e o escoamento de cargas na região Norte.
O CEO da Combitrans, Dener Ricardo Guerra, afirmou que o investimento reforça um corredor logístico essencial para a economia regional e amplia a previsibilidade das operações fluviais.
“Com a chegada das novas balsas SW, damos mais um passo na consolidação de um corredor logístico vital para o Brasil e, principalmente, para a região Norte. Esse reforço permite mais segurança, previsibilidade e competitividade no transporte de cargas”, afirmou.
Cada balsa possui capacidade para até 3.400 toneladas, com possibilidade de verticalização das cargas, o que amplia o aproveitamento do espaço interno.
Os novos modelos apresentam estrutura reforçada e dimensões ampliadas, com até 85 metros de comprimento, 23 metros de largura e sete metros de altura. Com a incorporação das unidades, a frota da empresa passa a contar com 21 embarcações em operação.
Projeto adaptado à logística amazônica
As balsas SW foram projetadas pela equipe técnica da própria Combitrans e construídas por estaleiros parceiros selecionados a partir de critérios de qualidade, segurança e robustez estrutural.
Ao comentar o processo de desenvolvimento das embarcações, o CEO explicou que o controle do projeto permite adequar os equipamentos às condições reais de navegação da Amazônia.
“Esse modelo de projeto garante embarcações alinhadas às necessidades da operação na hidrovia Solimões–Amazonas, com maior confiabilidade, desempenho operacional e segurança”, destacou.
Eficiência logística e ganhos ambientais
Além do aumento da capacidade, as balsas SW apresentam um diferencial operacional ao dispensarem o uso de carretas rodoviárias acopladas. O transporte direto das cargas reduz etapas logísticas, otimiza o consumo de combustível e contribui para a redução das emissões de CO₂.
Segundo a direção da empresa, o modelo permite transportar volumes significativamente maiores com a mesma quantidade de combustível, o que impacta positivamente a eficiência ambiental da cadeia logística.
“A solução SW permite transportar mais carga com o mesmo consumo de combustível, reduzindo emissões e tornando o frete fluvial mais competitivo e sustentável para quem opera na região Norte”, avaliou Guerra.
Importância do transporte fluvial para o Norte
O transporte fluvial é o principal eixo logístico da Amazônia. Estima-se que mais de 60% das cargas movimentadas na região Norte utilizem hidrovias, em função das grandes distâncias e das limitações da malha rodoviária. A hidrovia Solimões–Amazonas responde por cerca de 65% da carga transportada na região, com movimentação anual aproximada de 50 milhões de toneladas.
Nesse contexto, operadores especializados têm papel decisivo para garantir eficiência, integração logística e menor impacto ambiental no transporte de grandes volumes.
“O fortalecimento desse corredor logístico é fundamental para o abastecimento, para a indústria e para o desenvolvimento econômico da região Norte, especialmente do Amazonas”, concluiu o executivo.
Sobre a Combitrans
A Combitrans é uma operadora logística brasileira que integra transporte fluvial e rodoviário, armazenagem e projetos personalizados. A empresa opera balsas do tipo SW, armazéns flutuantes projetados para otimizar a capacidade do transporte fluvial, com foco em eficiência, segurança e menor impacto ambiental. Possui portos próprios em Manaus (AM) e Belém (PA) e atua conectando a Região Norte ao restante do país.
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