Manaus (AM) – Na madrugada desta terça-feira (20), a Amazonas Energia concluiu o processo de energização da nova subestação de Itacoatiara, município localizado a 269 quilômetros de Manaus.
Com a transferência de carga da cidade para a subestação, a usina termelétrica será desativada e o município integrará o Sistema Interligado Nacional (SIN). A concessionária informou que o fornecimento de energia irá duplicar, passando de 40MWA para 80MWA.

O serviço de mudança de carga está programado para ser realizado e finalizado num prazo de até quatro dias. A subestação estava pronta, mas dependia de autorização do Operador Nacional do Sistema para entrar em funcionamento.
“O processo começa com a emissão da documentação para a energização das linhas que se conectam com a nova subestação e energização dos transformadores. Essa documentação é aprovada e autorizada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema) conforme programação pré-estabelecida. A partir disso, a distribuidora fica autorizada a energizar a subestação e por consequência a tomada de carga. Isso significa que a carga que ia para a usina será direcionada para a subestação. Quando o sequenciamento estiver completo nos 10 alimentadores, a cidade poderá usufruir de energia de melhor qualidade e com menor oscilação”, garantiu Raimundo Junior gerente do departamento de operação da Amazonas Energia.
Na construção do empreendimento, foram investidos R$ 163 milhões em melhorias para a cidade. Itacoatiara será o segundo município do interior do Amazonas ligado diretamente ao SIN, também conhecido na região como Linhão de Tucuruí.
Investimentos em infraestrutura
A concessionária construiu uma subestação no valor de R$ 40 milhões e instalou uma nova linha de transmissão em 138kV, que teve a aplicação de R$ 123 milhões em recursos para a colocação de 113 quilômetros de cabo e 349 torres.
A interligação, além de evitar as oscilações de energia, também conta com um importante fator de preservação ambiental.
Atualmente, a cidade de Itacoatiara possui quatro usinas, quatro fontes de geração, que funcionam a diesel e consomem cerca de R$ 15 milhões ao mês.
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