Empresa diversifica atividades em Manaus após abandonar sabão em pó e recebe visita da Suframa
Manaus – Para não fechar as portas e nem cortar empregos, a Rubi Indústria de Velas da Amazônia Ltda decidiu mudar de rota. A empresa abandonou a fabricação de sabão em pó, enfrentada por multinacionais, e passou a investir em novas linhas de produção, e agora aposta em cera líquida para manter empregos no Polo Industrial de Manaus (PIM)
A mudança chamou a atenção da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que visitou, nesta quarta-feira (21), a filial da empresa no bairro Lírio do Vale, zona Oeste da capital. A unidade integra oPIM.
Quando mudar é questão de sobrevivência
Inicialmente aprovada para produzir sabão em pó, a filial precisou interromper essa atividade por inviabilidade econômica. A concorrência com grandes grupos do setor tornou o negócio insustentável. Em vez de encerrar a operação, a Rubi optou por diversificar.
Desde então, a unidade passou a atuar com empacotamento de naftalina, produção de velas específicas, inclusive de uso religioso, e, mais recentemente, com a fabricação de cera líquida.
Segundo a direção da empresa, a nova linha começou a operar há cerca de dois meses.
Projeto já funciona e pode gerar novas vagas
De acordo com a Rubi, o projeto de cera líquida já recebeu aprovação do governo do Amazonas e agora passa por análise da Suframa. A expectativa é reduzir custos logísticos, ganhar competitividade e ampliar a geração de empregos.
Conforme a empresa, a expansão da produção pode resultar em novas contratações, dependendo do avanço do projeto.
Suframa vê exemplo para a Zona Franca
A comitiva da Suframa que visitou a empresa para observar os novos processos foi liderada pelo superintendente Bosco Saraiva, acompanhado de superintendentes-adjuntos, auditores e gestores da Autarquia. O grupo foi recebido pelo diretor-presidente da Rubi, Eraldo Guedes, além de representantes das áreas administrativa e econômica da empresa.
Segundo Bosco Saraiva, a estratégia adotada pela Rubi reforça a importância da adaptação industrial no modelo Zona Franca.
De acordo com o superintendente, “a diversificação das atividades e o uso da estrutura existente para manter empregos e aumentar a competitividade fortalecem o ambiente produtivo da Zona Franca de Manaus”, afirmou.
( * ) Portal Meu Amazonas, com informações da Suframa.
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