Condenada por tráfico, cantora brasileira é presa nos EUA e espera extradição

A brasileira de 35 anos teve o nome inserido na difusão vermelha da Interpol

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A cantora Reisla da Vitória terminou presa por agentes do escritório de Operações de Execução e Remoção (ERO, sigla em inglês) na cidade americana de Medford, em Massachusetts, em 26 de julho.

Condenada no Brasil por tráfico internacional de drogas, a brasileira de 35 anos teve o nome inserido na difusão vermelha da Interpol. A artista aguarda a realização de uma audiência judicial para ter a confirmação da data de extradição. As informações são d’O Globo.

Reisla, condenada em fevereiro de 2022 a cinco anos e oito meses de prisão, na 3ª Vara Criminal e da Infância e Juventude da cidade de Assis, no interior de São Paulo, vivia nos Estados Unidos desde março de 2020.

Fugitiva Estrangeira

A prisão de Reisla aconteceu após agentes da ERO serem notificados de que ela era uma “fugitiva estrangeira”.

Em dezembro do ano passado, a 3ª Vara Criminal de Assis expediu mandado de prisão contra a brasileira e, no dia 18 de julho, as autoridades notificaram o ERO Boston de que ela estava em Massachusetts.

“Esta não cidadã indocumentada fugiu para Massachusetts para escapar da justiça em seu país de origem”, afirmou Todd Lyons, diretor do escritório do ERO Boston, em comunicado oficial. “Ela é uma traficante de drogas condenada que demonstrou um flagrante desrespeito às leis de sua terra natal, bem como às leis de imigração nos EUA”, acrescenta o texto.

Entrada nos EUA

A brasileira entrou legalmente nos EUA pelo Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York.

Reisla usava um visto de turista e estava autorizada a permanecer no país até setembro de 2020. Nesta altura, ela já havia sido condenada em primeira instância e aguardava o resultado de um recurso.

“Quando o resultado apelação saiu, a Reisla já estava nos EUA. Ela foi cuidar de uma senhora idosa, e acabou ficando lá e por conta disso acabou frequentando festas, fazendo karaokê, e chamando o povo para cantar. Então ela era paga em alguns bares de brasileiros e ela ia para a frente para cantar, ela era o chamariz. Ela fazia o showzinho e chamava o povo para participar, e o povo estando no bar, gastava”, explica o advogado da brasileira, Isaac De Moura Florêncio.

Reisla acabou ficando nos EUA após a morte da idosa que era responsável por cuidar, prossegue o advogado. A brasileira então acabou ficando no país.

A cantora tem uma audiência marcada para dia 10 de agosto. Na ocasião, a Justiça americana vai decidir sobre a extradição de Reisla.

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