Mulher confessa que jogou filho recém-nascido no lixo dentro de mochila em Manacapuru

Polícia Civil indicia mulher por matar filho recém-nascido asfixiado em Manacapuru; catadores acharam a criança na rodovia.

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Manacapuru (AM) – Uma mulher de 28 anos foi indiciada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) nesta quarta-feira (13), acusada de homicídio qualificado por asfixia contra o próprio filho recém-nascido, em Manacapuru, no interior do Amazonas.

O crime acabou descoberto na tarde de segunda-feira (11), quando catadores de materiais recicláveis encontraram o bebê dentro de uma mochila, descartado em meio a sacos de lixo no km 01 da rodovia estadual AM-352, estrada que liga ao município de Novo Airão.

Criança ainda com sinais vitais no momento do resgate

Segundo a delegada Joyce Coelho, da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru, o bebê ainda estava com a placenta e o cordão umbilical, apresentando coloração arroxeada, e ainda com sinais vitais no momento do resgate. Apesar disso, levada ao hospital local, a criança não resistiu às manobras de reanimação.

A polícia localizou a autora em sua residência, no bairro Terra Preta. Em interrogatório, a mulher alegou que não sabia da gravidez e que deu à luz sozinha na madrugada de segunda. Ela afirmou que, ao notar que a criança não chorava, acreditou que estivesse morta e, por “desespero, medo e vergonha”, decidiu colocá-la na mochila e jogá-la no lixo.

A versão, no entanto, foi contestada pelos indícios de asfixia que levaram ao seu indiciamento.

Entenda o caso

A investigação aponta que a criança sofreu antes do descarte como resíduo.

A delegada Joyce Coelho ressaltou que a mulher justificou o ato citando dificuldades familiares e emocionais para criar os outros filhos que já possui. No entanto, a gravidade dos fatos, o descarte em via pública e a asfixia constatada, configuram crime de homicídio qualificado, uma vez que houve a intenção ou a assunção do risco de matar o bebê de forma cruel.

O impacto do crime levanta questionamentos sobre a importância da rede de apoio a mulheres em vulnerabilidade no interior do estado. A autora do crime, encaminhada para atendimento médico devido ao pós-parto, passará por exames periciais e coleta de material genético. Em seguida, ficará à disposição do Poder Judiciário.

Legislação para o crime

O crime de homicídio qualificado por asfixia prevê penas severas que podem chegar a 30 anos de reclusão.


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