Manaus (AM) – A mulher trans de 37 anos baleada após uma discussão por causa do pagamento de um programa sexual continua internada em estado grave no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, em Manaus. Segundo a Polícia Civil, a vítima permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob cuidados intensivos e com risco de morte.
Enquanto a vítima segue hospitalizada, o principal suspeito do crime, o vigilante Raymison Machado Costa Barroso, de 40 anos, passou por audiência de custódia nesta terça-feira (8) e permanece preso. Durante a saída do fórum, ele preferiu não falar com a imprensa.
De acordo com o delegado Guilherme Antoniazzi, o investigado alegou ter agido em legítima defesa. No entanto, a versão apresentada por ele é contestada pelo depoimento da vítima e pelas provas reunidas durante a investigação.
Crime ocorreu após discussão por pagamento
Segundo a Polícia Civil, a tentativa de homicídio ocorreu no dia 21 de junho. A vítima relatou que trabalhava como profissional do sexo quando foi abordada pelo suspeito.
Após manterem relações sexuais em um posto de combustíveis, o homem teria se recusado a pagar o valor combinado. Ainda conforme o depoimento, durante a discussão, ele dirigiu até uma área de mata no bairro Japiim, zona sul da capital, sacou uma arma de fogo e efetuou disparos contra a mulher antes de fugir.
A vítima foi encontrada ferida após uma denúncia anônima e levada em estado grave para o Hospital João Lúcio.
Arma foi apreendida pela polícia
As investigações apontaram que o veículo utilizado pelo suspeito pertence a uma empresa de segurança privada e estava vinculado a uma base operacional instalada em uma universidade.
Segundo o delegado, a arma de fogo foi entregue espontaneamente por uma funcionária da empresa e encaminhada para perícia. O exame irá verificar se o armamento foi utilizado na tentativa de homicídio.
Raymison Machado Costa Barroso responde por tentativa de homicídio qualificado e permanece à disposição da Justiça.
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