Manaus (AM) – Uma novo vídeo marca a investigação do assassinato do funcionário de manutenção Rafael Souza Santos, de 24 anos, conhecido como “Cajuzinho”. Um novo vídeo integrado ao inquérito policial mostra uma discussão ríspida entre a vítima e o suspeito do crime, Eduardo Henrique Nobre Klem, de 54 anos. Nas imagens, Rafael aparece confrontando Eduardo e afirma expressamente que vai “encher de facadas” o morador.
Eduardo Henrique se apresentou espontaneamente na manhã desta sexta-feira (26) na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na zona Leste de Manaus. Ele chegou ao local descalço, sujo, e de mototáxi, após passar dois dias escondido em uma área de mata. A advogada de defesa chegou logo em seguida.
Suspeito alega medo e chora durante depoimento na DEHS
Segundo o delegado Fábio Silva, responsável pelo caso, o suspeito chorou muito, demonstrou arrependimento e precisou se alimentar antes de prestar depoimento devido à fome extrema. Eduardo alegou que passou a andar armado com uma faca por medo, justamente em função das constantes ameaças de morte que sofria por parte do funcionário do condomínio.
“Ele disse que foi ameaçado pela vítima e, naquela situação, acreditou que seria atacado. Foi quando desferiu a facada”, afirmou o delegado Fábio Silva.
O investigado declarou ainda ser usuário de drogas e confirmou que os atritos eram recorrentes no Residencial Conjunto Tocantins, envolvendo também outros trabalhadores e a síndica. Eduardo confessou ter jogado a faca utilizada no crime em um igarapé, local onde a equipe policial avalia realizar buscas.
Histórico de conflitos no condomínio e próximos passos
O homicídio ocorreu na manhã da última quarta-feira (24), no Bloco 14C do residencial localizado na Avenida Constantino Nery, bairro Chapada. Na ocasião, Rafael foi atingido no peito durante o desentendimento, chegou a receber socorro do Samu, mas morreu na calçada.
Apesar da versão de legítima defesa apresentada pelo agressor, a administração do condomínio informou que Eduardo possui um histórico altamente agressivo, somando mais de 30 boletins de ocorrência por conflitos internos. A defesa técnica do cliente argumenta que ele sofre de transtornos mentais. Eduardo Klem passará por audiência de custódia enquanto o DHPP analisa as imagens e colhe depoimentos para determinar se o ato foi uma reação ou um crime premeditado.
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