Pirâmide de Ouro: Operação investiga esquema de venda ilegal de ouro no PA, RO, AM e PR

No momento, estão sendo executados três mandados de prisão preventiva e treze mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo Curitiba/PR, Porto Velho/RO, Manaus/AM e Itaituba/PA.

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Manaus (AM) – Na manhã desta quarta-feira (28), a Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram a operação “Pirâmide de Ouro” em quatro estados brasileiros – Pará, Amazonas, Rondônia e Paraná – com o objetivo de desmantelar um esquema de venda ilegal de ouro.

Investigação

Durante o período de 2019 a 2023, a Receita Federal monitorou transações comerciais que indicaram a comercialização de cerca de uma tonelada de minério de ouro de origem duvidosa, com quase todo o volume destinado à exportação, conduzida por uma empresa sediada em Goiânia/GO.

O grupo econômico sob investigação também se envolveu em práticas de lavagem de dinheiro, empregando empresas fictícias, realizando pagamentos por meio de terceiros e efetuando transações financeiras de montantes consideráveis, frequentemente de maneira fracionada, com o intuito de contornar limites regulatórios ou operacionais.

Mandados de prisão

No momento, estão sendo executados três mandados de prisão preventiva e treze mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo Curitiba/PR, Porto Velho/RO, Manaus/AM e Itaituba/PA.

Além disso, foram confiscados bens e valores avaliados em cerca de R$ 2 bilhões, atividades comerciais de seis empresas investigadas foram interrompidas e duas Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) pertencentes a cooperativas de mineração de ouro no Pará tiveram suas operações suspensas.

Os indivíduos sob investigação podem ser acusados de crimes como participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro, usurpação de bens pertencentes à União, falsificação de documentos e uso de documentos falsos.

Investigação

A investigação teve início após a apreensão, realizada pela Receita Federal em 01/09/2022, de 15 barras de ouro, totalizando aproximadamente 7,5 kg, no Aeroporto Internacional de Belém/PA.

Estas barras careciam de documentação que atestasse a legalidade de sua extração e comercialização. À medida que as investigações progrediram, tornou-se claro que uma organização operava sob a direção de uma família com base no estado do Paraná.

Essa organização estava diretamente envolvida na extração ilegal e venda de minério de ouro em Rondônia e Amazonas.

Para dar uma aparência de legitimidade a essas operações ilícitas, eram utilizadas Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) não utilizadas ou subutilizadas de duas cooperativas no Pará, juntamente com uma rede de empresas de fachada sediadas em Curitiba/PR.

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