Um homem identificado como Rodrigo foi preso na noite de quinta-feira (3), em Manaus, suspeito de chefiar um esquema de transporte de drogas. A prisão ocorreu durante uma operação que resultou na apreensão de aproximadamente 2,5 toneladas de maconha do tipo skunk, avaliadas em cerca de R$ 50 milhões.
Segundo os investigadores, a droga estava dividida em cargas que seriam transportadas em dois caminhões com destino à Paraíba e ao Ceará. Um terceiro veículo também era revistado para verificar a possível existência de mais entorpecentes.
O delegado Rodrigo Torres informou que o homem e outros integrantes da organização já eram investigados desde 2024. Naquele ano, uma operação apreendeu cerca de 1,5 tonelada de drogas e fuzis, dando início ao aprofundamento das investigações contra o grupo.
Ainda segundo a polícia, o suspeito seria o mentor intelectual da associação criminosa. As investigações avançaram a partir do cruzamento de informações financeiras e de outras apreensões relacionadas ao grupo.
Instituto teria sido usado como fachada
Durante a operação, os investigadores também apontaram que Rodrigo utilizaria um instituto sem fins lucrativos como fachada para atividades criminosas.
Segundo o delegado Guilherme Torres, a entidade teria aproximadamente dois meses de existência e seria apresentada à comunidade como uma iniciativa de ajuda social.
A polícia investiga até onde o instituto estaria envolvido nas atividades atribuídas ao grupo.
Grupo já havia transportado drogas em fritadeiras
O delegado Bruno Fraga afirmou que a prisão é resultado da continuidade de uma investigação iniciada em 2024. Na ocasião, Rodrigo, o irmão dele e outros integrantes teriam colocado cerca de 600 quilos de maconha dentro de fritadeiras elétricas para tentar transportar a droga para outros estados.
Ainda de acordo com o delegado, Rodrigo não havia sido preso naquela ocasião, mas permaneceu como alvo das investigações até a prisão realizada nesta quinta-feira.
Droga teria origem na Colômbia
Conforme as informações repassadas pela polícia, a carga apreendida é de maconha do tipo skunk e teria saído da região de Calca, na Colômbia, seguindo pelo Rio Caquetá e pelo Rio Japurá até chegar ao Amazonas.
A investigação aponta que o destino final do esquema era o mercado ilegal do Rio de Janeiro. As forças de segurança destacaram a atuação integrada entre Polícia Civil, Polícia Militar e Receita Federal no combate ao tráfico de drogas.
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