Amazonprev: deputado cobra explicações sobre aplicação no Banco Master

Amazonprev é questionada por aplicação no Banco Master, diz deputado Manaus (AM) – O deputado estadual Comandante Dan (Podemos) cobrou explicações da Amazonprev sobre investimentos realizados com recursos do fundo previdenciário dos servidores estaduais, após a fundação ser citada em reportagem nacional que aponta déficit superior a R$ 750 milhões em fundos de previdência ligados […]

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Amazonprev é questionada por aplicação no Banco Master, diz deputado


Manaus (AM) – O deputado estadual Comandante Dan (Podemos) cobrou explicações da Amazonprev sobre investimentos realizados com recursos do fundo previdenciário dos servidores estaduais, após a fundação ser citada em reportagem nacional que aponta déficit superior a R$ 750 milhões em fundos de previdência ligados a aplicações no Banco Master.

O parlamentar se pronunciou nesta terça-feira (10), durante sessão na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ao comentar reportagem publicada pelo site Brasil Fora da Caverna.


Investimento e riscos apontados

De acordo com as informações divulgadas, a Amazonprev aplicou cerca de R$ 50 milhões em Letras Financeiras do Banco Master em junho de 2024, com vencimento previsto para 2034. A operação ocorreu antes da intervenção do Banco Central na instituição.

Segundo especialistas, esse tipo de título não conta com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que amplia o risco de perdas patrimoniais em caso de problemas financeiros da instituição emissora.

Relatórios preliminares citados pelo deputado indicam que a aplicação teria ocorrido sem registro adequado em ata de aprovação do conselho e em desacordo com políticas internas da fundação, o que ainda é alvo de apuração.


Declaração do parlamentar

Durante o pronunciamento, Comandante Dan afirmou que a situação exige fiscalização rigorosa do Legislativo.

“Estamos diante de uma questão gravíssima, que envolve suspeitas de malversação de recursos públicos. A Assembleia precisa se debruçar sobre esse caso e apurar o que está acontecendo”, declarou.

O deputado também mencionou outras aplicações feitas pela fundação, incluindo investimentos no C6 Bank, elevando, segundo ele, o volume de recursos sob risco para cerca de R$ 300 milhões.


Medidas judiciais e investigações

Em fevereiro de 2026, a Justiça do Amazonas suspendeu repasses de consignados da Amazonprev ao Banco Master, em meio a investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre a instituição financeira.

Órgãos de controle, como o Ministério Público do Amazonas e o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), acompanham a gestão dos investimentos da Amazonprev.

A fundação, por sua vez, já afirmou anteriormente que as aplicações não comprometem o pagamento de aposentadorias e pensões, mas não apresentou justificativa detalhada sobre os critérios técnicos adotados.


Contexto nacional

Além da Amazonprev, a reportagem citada aponta outros fundos previdenciários estaduais e municipais que teriam investido em ativos ligados ao Banco Master e estariam operando no vermelho.

Entre eles estão Rioprevidência (RJ), Maceió Previdência (AL) e institutos de previdência de municípios de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

No Rio de Janeiro, a Rioprevidência foi alvo de operação da Polícia Federal em janeiro, após manter investimentos mesmo diante de alertas do Tribunal de Contas local.


Projeto de lei e próximos passos

Comandante Dan é autor de um Projeto de Lei Complementar que propõe regras mais rígidas para a aprovação de investimentos previdenciários, incluindo comissões interinstitucionais e relatórios trimestrais detalhados.

O deputado apresentou pedido de convite ao presidente da Amazonprev para prestar esclarecimentos na Aleam e não descartou solicitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a depender do avanço das investigações.


Por que isso importa para o Amazonas

A Amazonprev administra recursos que garantem aposentadorias e pensões de servidores públicos estaduais. Investimentos de alto risco podem afetar a sustentabilidade do fundo no longo prazo e pressionar as finanças do Estado.

A discussão também reacende o debate sobre governança, transparência e controle na gestão de fundos previdenciários públicos.


Pontos ainda não esclarecidos

Até o momento, não foram divulgados:

  • Relatórios técnicos completos das aplicações;
  • Responsáveis diretos pelas autorizações;
  • Eventuais medidas de mitigação de risco;
  • Avaliação oficial do impacto financeiro real.

Essas informações são essenciais para a fiscalização do fundo.


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