Lula diz que “nenhum presidente” deve dar palpite sobre a Venezuela

Brasília (DF) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta semana, a soberania da Venezuela e de Cuba diante do aumento da pressão dos Estados Unidos (EUA) na região. Ele afirmou que cada país deve decidir seu próprio destino, sem interferência externa. “Todo mundo diz que a gente vai transformar o Brasil na […]

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Brasília (DF) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta semana, a soberania da Venezuela e de Cuba diante do aumento da pressão dos Estados Unidos (EUA) na região. Ele afirmou que cada país deve decidir seu próprio destino, sem interferência externa.

“Todo mundo diz que a gente vai transformar o Brasil na Venezuela. O Brasil nunca vai ser a Venezuela, e a Venezuela nunca vai ser o Brasil. O que defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino”, disse Lula em evento do PCdoB em Brasília.

O presidente brasileiro falou um dia após a confirmação de operações secretas autorizadas pelos EUA na Venezuela, apontadas como uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas (ONU).

Lula também criticou a manutenção de Cuba na lista de países que patrocinam o terrorismo, reforçando que a ilha é exemplo de dignidade.

“Cuba não é um país de exportação de terroristas. Cuba é um exemplo de povo e dignidade”, destacou.

Pressão dos EUA na América Latina

Os EUA têm aplicado medidas econômicas e militares contra Cuba desde a década de 1960, incluindo embargos e sanções que afetam empresas e embarcações comerciais. Com o novo governo, essas ações foram reforçadas, atingindo setores importantes da economia cubana, como serviços médicos.

Na Venezuela, os Estados Unidos enviaram milhares de militares, navios e aviões para o Caribe desde agosto, alegando combate ao tráfico de drogas. A imprensa norte-americana reporta que já ocorreram ataques que resultaram na morte de mais de 30 pessoas.

Geopolítica e recursos naturais

O governo de Nicolás Maduro acusa os EUA de buscarem uma mudança de regime e planeja denunciar as ações no Conselho de Segurança da ONU. Especialistas apontam que o interesse norte-americano na Venezuela é geopolítico, motivado pelas maiores reservas de petróleo do mundo e pela ausência de cartéis produtores de drogas.

Analistas destacam que a ação dos EUA na Venezuela representa um precedente perigoso, abrindo espaço para possíveis intervenções em outros países do continente sempre que Washington tiver seus interesses contrariados.

(*) Com informações da Agência Brasil

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