Seca extrema e falta de políticas públicas municipais assombram à comunidade do Livramento, na zona rural de Manaus

No dia 8 de setembro, a candidata à vereança Michelle Andrews (PCdoB), com o Coletivo Manaus em Movimento, visitou a comunidade Nossa Senhora do Livramento para entender suas dificuldades. Durante a visita, Michelle ouviu as principais preocupações dos moradores, como a falta constante de energia elétrica, a escassez de água potável, a insuficiência na assistência à saúde e a carência de infraestrutura adequada.

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Manaus–AM – Localizada na zona rural, a cerca de dez quilômetros da cidade de Manaus, a Comunidade Nossa Senhora do Livramento, no rio Tarumã, que integra a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, possui mais de 300 famílias e cerca de 600 moradores, muitos deles indígenas.

Diariamente, os moradores enfrentam os impactos devastadores da seca extrema e a falta de políticas públicas adequadas para a região.

Visita à comunidade

Em uma tentativa de compreender melhor as dificuldades enfrentadas pela comunidade, a candidata à vereança Michelle Andrews (PCdoB), acompanhada pelo Coletivo Manaus em Movimento, visitou a localidade no dia 8 de setembro. Durante a visita, Michelle ouviu as principais preocupações da população, que incluem a falta recorrente de energia elétrica, a escassez de água potável, a insuficiente assistência à saúde e a carência de infraestrutura adequada.

“As comunidades ribeirinhas são historicamente esquecidas. Precisamos de um plano efetivo que traga dignidade, com políticas públicas que alcancem todos os cantos de Manaus”, afirma Andrews, que dialogou abertamente com os comunitários, debatendo as deficiências nas políticas públicas municipais voltadas às comunidades ribeirinhas e apresentando soluções concretas para melhorar a vida dessas populações.

A comunidade foi fundada em 1970 e até hoje não tem acesso à água potável nem à rede de esgoto.

Michelle, que já tem forte atuação junto às periferias e áreas rurais da cidade, destaca que as comunidades ribeirinhas enfrentam uma série de desafios, como a falta de infraestrutura básica, acesso precário à saúde e educação, e pouca representatividade no poder legislativo.

“Nosso compromisso é construir uma Manaus que seja de fato inclusiva e representativa. Não é aceitável que essas comunidades sejam sempre deixadas de lado nas discussões municipais. Vamos lutar para que todos os direitos garantidos na cidade alcancem também quem vive às margens dos rios”, conclui Andrews.

Crise climática é uma realidade

Uma das prioridades da candidata é a criação de um plano de ação robusto, desenvolvido com a colaboração de pesquisadores, professores, estudantes, ativistas, profissionais da área e comunidades ribeirinhas. Este plano visa implementar ações tanto emergenciais quanto sustentáveis, incluindo estudos detalhados para garantir a viabilidade das iniciativas a curto e longo prazo.

Entre as propostas estão a realização de uma audiência pública, a condução de pesquisas e o mapeamento das áreas críticas, com foco na limpeza dos igarapés e na transformação da cidade em um local mais sustentável.

A candidata também pretende promover a inclusão e ouvir as demandas reais das comunidades ribeirinhas e indígenas.

Adicionalmente, será feito um levantamento das pesquisas existentes para compreender por que as iniciativas não são continuadas fora do período de estiagem.

Debater as questões ambientais é entender que existem pessoas nessas regiões e que elas precisam interagir com esse território.

“Esse território está sendo tomado por uma estiagem e por uma fumaça que é criminosa”, conclui Michelle.

“Precisamos dialogar com a floresta. Estamos em uma floresta, mas fizemos um buraco no meio dela. A gente não dialoga com a floresta, então faremos isso no primeiro ano de mandato, encontrando a raiz dos problemas existentes nas questões ambientais, que vão desde igarapé e corredor ecológico até hortas comunitárias, agricultura familiar, turismo de base comunitária e trabalhadores da cultura que abordam questões ambientais, como os Artistas Pelo Clima. É isso que queremos”.

Documento acessível

A candidata também destaca que o caderno de propostas voltado para questões climáticas é um documento colaborativo e acessível a todos. Qualquer candidato, seja para cargos no executivo ou legislativo, pode utilizar as propostas contidas nele. A ideia é que essas pautas se tornem referência comum nas eleições municipais, promovendo a adoção de soluções compartilhadas para enfrentar os desafios climáticos.

( * ) Portal Meu Amazonas com informações da assessoria.

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