Venda da Amazonas Energia para Joesley e Wesley Batista, da JBS, preocupa parlamentares do AM

A operação transfere o controle da concessionária Amazonas Energia para o grupo Batista, dono da JBS.

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Manaus (AM) –A venda de 11 usinas termelétricas do Amazonas para a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, tornou-se motivo de preocupação para parlamentares amazonenses. A operação transfere o controle da concessionária Amazonas Energia para o grupo Batista, dono da JBS.

Hoje, a distribuidora de energia elétrica no Amazonas detém uma dívida superior a R$ 18 bilhões.

Nesta quarta-feira (12/6), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o deputado Rozenha (PMB) demonstrou preocupação com a possibilidade das negociações ( FOTO: DIVULGAÇÃO)

Nesta quarta-feira (12/6), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o deputado Rozenha (PMB) demonstrou preocupação com a possibilidade das negociações resultarem em prejuízo para os consumidores amazonenses.

O parlamentar chamou a atenção para o grande volume de débitos da Amazonas Energia. As dívidas vão desde impostos estaduais até milhões a serem pagos à Justiça do Amazonas.

“Os novos donos passam a ser responsáveis pelos compromissos assumidos. Isso significa um débito absurdo de ICMS junto ao governo do estado e uma demanda de causa judicial que beira milhões só na Justiça do Amazonas. Só para a Eletrobrás a dívida chega a 10 bilhões de reais, referente aos últimos cinco meses. Além disso, a Amazonas Energia tem uma queima de caixa mensal da ordem de 300 milhões de reais. Eu quero saber quem vai pagar essa conta”, questionou.

O parlamentar ressalta o histórico que a concessionária possui junto aos consumidores e às instituições amazonenses.

Desde o início de suas operações no estado, a Amazonas Energia acumula protestos, tanto em relação à prestação de serviços, quanto nas relações institucionais. Além disso, existe a suspeita de que a aquisição da concessionária pelo grupo Oliveira pode ter sido uma verdadeira operação de desmanche.

“Existem movimentações empresariais que são pensadas, racionalizadas. Nesse caso, há fortes indícios de que empresas foram criadas para prestarem serviços para a Amazonas Energia apenas para serem beneficiadas com a alta geração de caixa. Elas se abasteceram de dinheiro e estão saindo saudáveis dessa relação. Parece uma fraude arquitetada. Compraram a empresa sabendo que ela iria quebrar. Só espero que esse prejuízo do sistema elétrico do estado não seja pago pelo nosso povo”, concluiu.

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