Manaus (AM) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentará, na próxima sexta-feira, dia 29 de maio, o 3º Alerta de Cheias da Bacia do Amazonas de 2026, com novas projeções para os níveis máximos dos rios Negro, Solimões e Amazonas, além de estimativas para o próximo período de vazante e seca no estado.
O evento ocorrerá às 10h (horário local), na sede da Superintendência Regional do órgão, no bairro Petrópolis, na zona Sul de Manaus. Técnicos e pesquisadores divulgarão modelos atualizados sobre o comportamento dos rios neste ciclo hidrológico, cerca de 15 dias antes do período historicamente considerado como ápice da cheia, normalmente registrado em junho.
A atualização interessa diretamente a moradores de áreas alagáveis, comunidades ribeirinhas e municípios que acompanham os impactos do avanço das águas.
O que o novo alerta deve mostrar
Pesquisadores em geociências e engenheiros especialistas em hidrologia do SGB vão apresentar novas estimativas para as cotas máximas dos rios monitorados em quatro municípios estratégicos do Amazonas:
- Manaus (rio Negro)
- Manacapuru (rio Solimões)
- Itacoatiara (rio Amazonas)
- Parintins (rio Amazonas)
O órgão também deve atualizar o panorama hidroclimatológico da região e apresentar projeções para o próximo período de estiagem, considerando os fenômenos climáticos que influenciam o comportamento dos rios amazônicos.
O anúncio ocorre em um cenário de cheia já perceptível em Manaus. O rio Negro ultrapassou neste mês a cota de inundação, de 27,50 metros, segundo medições do Porto de Manaus, o que aumentou a atenção de moradores de áreas vulneráveis e da Defesa Civil sobre os próximos movimentos do rio.
Apesar disso, no 2º Alerta de Cheias, apresentado pelo SGB em 30 de abril, os modelos ainda indicavam um evento abaixo das cotas históricas críticas, como as registradas em anos extremos. Para Itacoatiara e Parintins, os indicadores apontavam baixa probabilidade de inundação severa.
Monitoramento dos rios na Amazônia
O monitoramento influencia diretamente decisões sobre assistência humanitária, logística, mobilidade, infraestrutura urbana e ações preventivas em comunidades afetadas pelas cheias.
As previsões também ajudam famílias ribeirinhas e moradores de bairros suscetíveis a alagamentos a se prepararem para possíveis impactos, principalmente no período em que os rios costumam atingir seus níveis máximos.
Além dos pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil, o encontro contará com representantes das defesas civis estadual e municipal, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e de outras instituições que integram a rede de monitoramento de riscos.
Como funciona o Alerta de Cheias
O Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas (SAH Amazonas) opera desde 1989 e produz previsões divulgadas em três etapas: cerca de 75, 45 e 15 dias antes do pico histórico das cheias.
As projeções monitoram especialmente os níveis dos rios em Manaus, Manacapuru, Itacoatiara e Parintins, municípios considerados estratégicos para o acompanhamento do pulso de inundação amazônico.
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