Amazonas recebe reconhecimento da Irlanda por queda no desmatamento

Resultados ambientais colocam o estado no radar de parcerias internacionais Manaus – A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), no Amazonas, recebeu nesta segunda-feira, dia 2, representantes da Embaixada da Irlanda, em Manaus, em um encontro que conectou a redução do desmatamento e das queimadas no estado a agendas de colaboração, especialmente na área […]

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Resultados ambientais colocam o estado no radar de parcerias internacionais


Manaus – A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), no Amazonas, recebeu nesta segunda-feira, dia 2, representantes da Embaixada da Irlanda, em Manaus, em um encontro que conectou a redução do desmatamento e das queimadas no estado a agendas de colaboração, especialmente na área da bioeconomia.

A reação irlandesa favorável ao trabalho realizado no Amazonas em prol do meio ambiente, ocorre num momento em que países doadores do Fundo Amazônia observam de perto o Amazonas, em busca de evidências mensuráveis sobre os investimentos realizados na região amazônica.


O que motivou o reconhecimento internacional

Durante a reunião, o Governo do Amazonas apresentou resultados recentes que colocaram o estado em posição de destaque no cenário ambiental.

Segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 2025 registrou o menor número de focos de calor dos últimos 23 anos no Amazonas.

Além disso, no mesmo período, o estado alcançou o menor volume de alertas de desmatamento em oito anos. Conforme a Sema, o resultado decorre do reforço nas ações de monitoramento, fiscalização e prevenção ambiental.

Esse desempenho explica por que o Amazonas passou a ser tratado como caso de interesse prático, e não apenas retórico, por parceiros internacionais.


O que muda para o Amazonas na prática

De acordo com o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, o reconhecimento internacional vai além do prestígio político.

“De acordo com o secretário, esse reconhecimento mostra que o esforço do Amazonas no combate ao desmatamento e às queimadas está sendo observado fora do país. Além disso, abre espaço para colaborações concretas que fortalecem políticas públicas e ampliam benefícios ambientais e sociais para a população”, afirmou.

Na prática, isso significa acesso facilitado a cooperação técnica, recursos financeiros e projetos estruturantes, especialmente em áreas como bioeconomia, conservação florestal e alternativas sustentáveis de renda.


Por que a Irlanda mira os estados — e não só Brasília

Segundo o chefe de missão adjunto da Embaixada da Irlanda no Brasil, Maurice Nolan, a estratégia do país europeu passa, agora, por relações diretas com os governos estaduais.

“Segundo Maurice Nolan, há um interesse claro em fortalecer relações no nível estadual. Temos um novo embaixador no Brasil focado em avançar parcerias, inclusive comerciais”, explicou, ao destacar a bioeconomia como eixo prioritário de possível colaboração.

Esse movimento acompanha a decisão da Irlanda de integrar o grupo de países doadores do Fundo Amazônia, o que muda o peso político do encontro realizado em Manaus.


Fundo Amazônia: onde o reconhecimento vira recurso

Em 2025, a Irlanda assumiu o compromisso de doar 15 milhões de euros — cerca de R$ 91 milhões — ao Fundo Amazônia ao longo de três anos.

O Amazonas figura entre os estados com maior volume de projetos em execução com apoio do Fundo, o que explica o interesse recorrente de países doadores em avaliar resultados diretamente no território.

O fundo, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), está sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Hoje é a maior iniciativa global voltada à redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD+).


Por que esse interesse não é casual

Segundo o secretário Eduardo Taveira, o movimento internacional reflete confiança em um modelo de gestão que busca resultados verificáveis.

“Conforme destacou o secretário, o interesse dos países doadores reflete a confiança em um modelo de gestão ambiental com foco em governança, indicadores mensuráveis e impacto direto na vida das populações atendidas pela Sema”, concluiu.

Ainda assim, especialistas apontam que o desafio agora é manter os números em queda de forma consistente, evitando que o reconhecimento externo se transforme apenas em fotografia diplomática.


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