Manaus (AM) – Atropelamentos caem 22% em Manaus, mas mortes de motociclistas sobem. Esse é o principal reflexo do balanço do trânsito na capital, apresentado na manhã desta terça-feira (2) durante o encerramento da campanha “Maio Amarelo”, no auditório do Sest-Senat, na zona Centro-Oeste. O balanço dos primeiros cinco meses do ano expõe uma realidade dividida: as calçadas ficaram mais seguras para os pedestres, mas as pistas continuam letais para quem anda sobre duas rodas.
Os dados consolidados pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) apontam que, de janeiro a maio, 31 pessoas perderam a vida atropeladas, contra 40 vítimas no mesmo período de 2025. O mês de maio, isoladamente, também teve saldo positivo, com uma redução de 25% nas mortes gerais (21 óbitos neste ano contra 28 no ano passado). O monitoramento por câmeras, as lombadas eletrônicas e as blitze educativas nos terminais de ônibus e escolas foram apontados pelo órgão municipal como os fatores que ajudaram a segurar os índices.
Perigo sobre duas rodas e o total de mortes
Apesar dos recuos nos atropelamentos, o cenário geral de Manaus acendeu o sinal de alerta. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o município registrou 110 mortes decorrentes de sinistros de trânsito, superando as 103 fatalidades contabilizadas no ano anterior.
O grande gargalo da mobilidade urbana está nos acidentes com motos. As colisões fatais envolvendo motociclistas saltaram de 47 para 56 ocorrências na comparação do período, o que representa uma alta de 19%. A gestão municipal informou que o fim do mês temático não vai paralisar as fiscalizações e prometeu novos investimentos em sinalização, engenharia de tráfego e intervenções de infraestrutura nas avenidas mais críticas para tentar frear a violência viária.
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