MANAUS (AM) – Representantes de 28 entidades internacionais, federais e regionais lançaram, nesta sexta-feira, dia 29 de maio, a Carta da Amazônia, documento que cobra do poder público ações para recuperar rodovias consideradas estratégicas para o transporte de cargas na Região Norte e garantir condições de navegação durante períodos de estiagem.
O texto foi apresentado no encerramento da TranspoAmazônia 2026 – III Feira e Congresso de Transporte e Logística, realizado em Manaus. Entre as principais reivindicações está a manutenção e melhoria da trafegabilidade das rodovias BR-319, BR-174, BR-364, BR-153, BR-163 e BR-230, conhecida como Transamazônica.
Segundo as entidades do setor, os trechos enfrentam problemas estruturais que comprometem o transporte de mercadorias, elevam custos logísticos e dificultam a integração regional. Os representantes afirmam que algumas dessas rodovias apresentam longos trechos sem manutenção adequada.
Navegabilidade dos rios da Amazônia
Além das estradas, a Carta da Amazônia pede atenção permanente para a navegabilidade dos rios amazônicos, incluindo dragagem e medidas para garantir o transporte hidroviário durante períodos de seca severa, que afetam o abastecimento e a circulação de produtos na região.
O documento também defende continuidade de investimentos em infraestrutura logística e criação de condições para novos empreendimentos capazes de ampliar oportunidades econômicas e reduzir desigualdades históricas na Região Norte.
Presidente da Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), Irani Bertolini afirmou que o encontro consolidou novas articulações para o setor de transporte e logística.
“Foi um evento importante para ampliar conexões e discutir investimentos voltados à infraestrutura da região”, disse.
Os organizadores confirmaram ainda a edição de 2027 da TranspoAmazônia, prevista para ocorrer entre os dias 19 e 21 de maio.
A TranspoAmazônia 2026 contou com apoio do Governo do Amazonas, entidades do setor de transporte e indústria, além de patrocínio da Transpetro.
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