MANAUS (AM) – A Maternidade Dr. Moura Tapajóz, em Manaus, realizou nesta quinta-feira (27) uma sessão científica para discutir atualizações nas práticas clínicas. Além disso, a discussão abordou recomendações relacionadas à rotura prematura de membranas, condição associada a uma parcela significativa dos partos prematuros.
A atividade foi apresentada pela médica residente Lorena Andrade da Silva, do Programa de Residência em Ginecologia e Obstetrícia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A apresentação foi feita sob supervisão do obstetra José Fernandes de Souza Viana.
A rotura prematura de membranas ocorre quando as membranas amnióticas se rompem antes do início do trabalho de parto. A condição pode acontecer no período gestacional a termo, a partir de 37 semanas, ou antes desse período, nos casos classificados como pré-termo.
Segundo a diretora da maternidade, a enfermeira obstetra Núbia Cruz, a identificação precoce e o acompanhamento das gestantes são fundamentais. Isso ajuda a reduzir os riscos associados à condição.
“A rotura prematura representa um dos maiores desafios clínicos da obstetrícia moderna, tanto pela elevada taxa de morbimortalidade neonatal quanto pelos riscos maternos associados. Por isso, é fundamental a identificação precoce da rotura e a vigilância clínica dessas mulheres para evitar agravamento de saúde e óbitos maternos e fetais”, explicou.
Durante a sessão, o gerente de Enfermagem da unidade, Everton de Freitas Gomes, destacou os riscos relacionados ao aumento do tempo entre a ruptura das membranas e o parto.
Segundo ele, uma das principais complicações é a infecção intrauterina, cujo risco pode aumentar progressivamente conforme se prolonga o período de ruptura antes do nascimento.
“A conduta imediata e adequada frente a esta condição pode ser determinante para evitarmos desfechos desfavoráveis para mãe e bebê, tendo em vista riscos de infecção, como corioamnionite, prematuridade, malformações fetais e até o óbito materno por sepse”, afirmou.
Formação e atualização profissional
A sessão científica também faz parte das atividades de formação desenvolvidas na Maternidade Moura Tapajóz. Além disso, a responsável pelo Núcleo de Educação Continuada e Permanente da unidade, Larissa de Almeida, destacou a importância da discussão de casos clínicos. Ela enfatizou também a atualização dos profissionais com base em evidências científicas, protocolos e diretrizes.
“Escrever e avaliar casos clínicos é uma das melhores estratégias para aperfeiçoar a assistência em saúde dentro da nossa unidade”, pontuou.
De acordo com Larissa, a atividade implementada recentemente. Portanto, permite que residentes que utilizam a maternidade como campo de prática apresentem temas relacionados às experiências vivenciadas durante a formação.
A proposta, segundo ela, é fortalecer o processo de ensino em serviço. Além disso, busca estimular a capacidade de análise e reflexão de residentes, internos e demais profissionais que participam dos encontros.
“A sessão científica é uma atividade recém-implementada em que os residentes que utilizam a maternidade como campo de prática fazem apresentações sobre temas com os quais tiveram contato na sua prática clínica. Nosso objetivo é fortalecer o processo de ensino e aprendizagem da modalidade de ensino em serviço, estimulando a capacidade analítica e reflexiva do residente, do interno e também do profissional do serviço que participa das sessões”, concluiu.
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