Manaus (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para investigar os impactos ambientais e os possíveis riscos à saúde pública provocados pelo vazamento de gás estireno registrado na fábrica da Videolar-Innova S/A, no Distrito Industrial de Manaus.
O procedimento foi aberto pela 49ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Prodemaph) e é conduzido pela promotora de Justiça Ana Cláudia Daou.
Investigação apura danos ambientais
O inquérito teve origem após relatos do vazamento de gás estireno ocorrido em 15 de julho, episódio que provocou um forte odor em diferentes regiões da capital amazonense.
Segundo o MPAM, a investigação busca esclarecer a extensão dos danos ambientais e verificar se houve risco concreto à saúde da população em decorrência da exposição à substância.
Órgãos ambientais terão que prestar informações
Como parte das diligências, o Ministério Público determinou que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) encaminhe, no prazo de dez dias, documentos relacionados ao licenciamento ambiental da empresa, além dos relatórios de fiscalização, monitoramento e do procedimento administrativo instaurado após o incidente.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) também foi oficiada para apresentar informações sobre as medidas adotadas, avaliações técnicas e eventuais procedimentos administrativos relacionados ao caso.
Estireno pode causar irritações
De acordo com o Ministério Público, a exposição ao gás estireno pode provocar irritação nos olhos e no nariz, além de sintomas como dores de cabeça, tontura e fadiga.
Os documentos enviados pelos órgãos ambientais servirão de base para a continuidade da investigação e para a adoção de eventuais medidas judiciais ou administrativas.
SAIBA MAIS
O vazamento de gás estireno ocorreu na unidade IV da Videolar-Innova, no Distrito Industrial de Manaus, e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e órgãos ambientais. O incidente levou à suspensão temporária de atividades em empresas, escolas e serviços públicos da região. Dias depois, o Comitê de Gerenciamento de Crise autorizou a retomada das atividades após informar que o vazamento havia sido controlado. O Ipaam também aplicou uma multa de R$ 12,5 milhões à empresa por infração à legislação ambiental.
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