Manaus (AM) – O nível do Rio Negro em Manaus permaneceu estável em 28,50 metros nesta terça-feira (30), segundo o 26º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). Enquanto a capital amazonense mantém um cenário de estabilidade, o monitoramento mostra que a vazante já avança em parte da região, principalmente no Alto Solimões.
Os dados mais recentes indicam que Tabatinga registrou uma queda de 30 centímetros nas últimas 24 horas, refletindo a aceleração da descida das águas na cabeceira da bacia.
Em Manaus, por outro lado, não houve variação significativa no nível do rio, sinalizando que o pico da cheia ficou para trás e que a transição para a vazante ocorre de forma gradual.
As informações integram o monitoramento realizado pelo SGB e servem de base para o planejamento das Defesas Civis e de gestores públicos em ações de prevenção e resposta a eventos hidrológicos.
Manaus segue acima da média histórica
Na análise da Bacia do Rio Negro, o boletim aponta predominância de estabilidade. Em Manaus, o Rio Negro apresentou apenas uma oscilação de 0,01 metro na última semana, permanecendo ligeiramente acima da média histórica para o período.
Em São Gabriel da Cachoeira e Barcelos também foram registradas pequenas oscilações, sem alterações significativas no comportamento do rio.
Tabatinga registra maior queda entre as estações monitoradas
A situação mais expressiva ocorre na Bacia do Rio Solimões.
Em Tabatinga, o rio acumula queda de 1,69 metro na última semana, consolidando o avanço da vazante na região de fronteira. Já em Fonte Boa, a redução foi de 21 centímetros.
Na parte baixa da bacia, o comportamento foi diferente. Em Itapéua (Coari), o nível permaneceu praticamente estável, enquanto Manacapuru não registrou variação nas últimas 24 horas.
Amazonas apresenta comportamento diferente entre as bacias
O levantamento mostra que o comportamento dos rios varia conforme a região.
Na calha do Rio Amazonas, Itacoatiara, Parintins, Óbidos e Santarém registraram pequenas reduções de nível, todas compatíveis com o comportamento esperado para esta época do ano.
Já na Bacia do Madeira, o cenário mudou temporariamente. Depois de vários dias de descida, Porto Velho apresentou recuperação de 27 centímetros na última semana, interrompendo a tendência de vazante.
Enquanto isso, o Rio Acre, em Rio Branco, segue em processo de descida das águas, acumulando redução de 15 centímetros na semana.
Chuvas devem aumentar no Norte da Amazônia
Além dos níveis dos rios, o boletim apresenta a previsão climática para os próximos dias.
Entre 30 de junho e 6 de julho, os modelos meteorológicos indicam maior volume de chuvas sobre parte da Amazônia Ocidental, incluindo as bacias dos rios Negro, Solimões, Japurá, Javari, Jutaí e Tefé.
Por outro lado, entre 7 e 13 de julho, a tendência é de redução das precipitações em áreas do alto Amazonas, além das bacias dos rios Guaporé, Mamoré, Juruá, Javari e Japurá.
Monitoramento orienta ações da Defesa Civil
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o acompanhamento hidrológico subsidia o trabalho das Defesas Civis e dos órgãos públicos responsáveis pelo enfrentamento de eventos extremos.
O monitoramento é realizado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e utiliza dados da Rede Hidrometeorológica Nacional, além de modelos hidrológicos e meteorológicos para projeção do comportamento dos rios.
Serviço Geológico do Brasil
O Serviço Geológico do Brasil divulga boletins hidrológicos periódicos durante todo o ano para acompanhar a evolução dos níveis dos rios amazônicos. As informações servem de referência para ações de prevenção, logística, navegação e resposta a eventos climáticos extremos.
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