Manaus (AM) – A seca dos rios levou 22 dos 62 municípios do Amazonas à situação de emergência, segundo boletim divulgado pelo Governo do Estado nesta quinta-feira (1º). O levantamento, elaborado pela Defesa Civil do Amazonas, também aponta que outras 18 cidades estão em situação de alerta e 13 em atenção. Apenas nove municípios aparecem em condição de normalidade.
O cenário faz parte do acompanhamento realizado pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, que monitora os impactos da estiagem e orienta as ações de prevenção e resposta nos municípios.
Municípios em situação de emergência
Estão classificados em situação de emergência Alvarães, Amaturá, Atalaia do Norte, Barreirinha, Benjamin Constant, Caapiranga, Carauari, Careiro, Coari, Eirunepé, Envira, Itamarati, Jutaí, Manacapuru, Maués, Novo Aripuanã, Presidente Figueiredo, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tefé e Tonantins.
A classificação considera os efeitos provocados pela redução do nível dos rios e as dificuldades enfrentadas pelas populações afetadas pela estiagem.
Outras 31 cidades estão em alerta ou atenção
Na faixa de alerta estão Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Canutama, Guajará, Ipixuna, Juruá, Lábrea, Nhamundá, Parintins, Pauini, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga, Tapauá e Urucará.
Já em situação de atenção aparecem Anamã, Anori, Apuí, Borba, Careiro da Várzea, Codajás, Fonte Boa, Humaitá, Iranduba, Manaquiri, Manicoré, Nova Olinda do Norte e Uarini.
A divisão permite ao Estado acompanhar a evolução da estiagem e direcionar medidas de apoio conforme o nível de impacto registrado em cada região.
Estado envia purificadores de água
Entre as medidas adotadas durante o período de estiagem está a distribuição de equipamentos do projeto Água Boa. Segundo a Defesa Civil, 167 kits de purificadores de água foram enviados a municípios do Amazonas em 2026.
A iniciativa busca ampliar o acesso à água potável, especialmente para comunidades ribeirinhas e moradores de áreas onde o abastecimento é prejudicado pelas mudanças no nível dos rios.
Os equipamentos foram destinados a Amaturá, Apuí, Autazes, Benjamin Constant, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Careiro da Várzea, Codajás, Eirunepé, Envira, Fonte Boa, Iranduba, Itacoatiara, Jutaí, Manacapuru, Maraã, Parintins, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Sebastião do Uatumã, Tonantins, Urucará e Urucurituba.
As ações integram a estratégia do Governo do Amazonas para preparação, prevenção e resposta aos eventos climáticos e ambientais, com apoio aos municípios e atendimento às comunidades consideradas mais vulneráveis.
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