Suspeita de irregularidades leva TCE-AM a suspender pregão de uniformes em Tabatinga

Em decisão monocrática, o conselheiro Josué Cláudio Neto, do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), determinou a suspensão do Pregão Presencial nº 032/2025-CEC/PMTBT, realizado pela Prefeitura de Tabatinga. O certame tinha o objetivo de contratar empresa para o fornecimento de fardamento escolar à Secretaria Municipal de Educação. A medida cautelar, publicada nesta segunda-feira (13) no […]

Data:

Compartilhe esse post:

Em decisão monocrática, o conselheiro Josué Cláudio Neto, do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), determinou a suspensão do Pregão Presencial nº 032/2025-CEC/PMTBT, realizado pela Prefeitura de Tabatinga. O certame tinha o objetivo de contratar empresa para o fornecimento de fardamento escolar à Secretaria Municipal de Educação.

A medida cautelar, publicada nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial Eletrônico (DOE), foi motivada por representação da empresa LP do Valle Comércio e Fabricação de Roupas Eirelli, que apontou possíveis irregularidades. Entre os problemas destacados estão prazos curtos para entrega de amostras e do material final e a ausência de critérios objetivos e de layout padrão das amostras.

Segundo o relator, “as inconsistências, embora pontuais, revelam falhas no planejamento e falta de motivação técnica adequada, em desacordo com o art. 18, inciso I, da Lei nº 14.133/2021”. Ele também observou que o edital previa apenas 24 horas para entrega das amostras, prazo considerado desarrazoado e incompatível com a natureza do objeto.

O conselheiro destacou que o tempo reduzido, sem justificativa técnica e desconsiderando as dificuldades logísticas da região amazônica, cria uma barreira geográfica indevida, prejudicando o princípio da isonomia e a competitividade. Além disso, o prazo de 10 dias para fornecimento dos uniformes foi considerado incompatível com as condições reais de execução.

Ao conceder a medida cautelar, o TCE-AM determinou que a Prefeitura apresente o Estudo Técnico Preliminar (ETP), defina critérios técnicos e layout padrão das amostras, ajuste os prazos e justifique a escolha da modalidade presencial.

“A atuação do Tribunal não se limita a punir; ela também orienta e contribui para o aprimoramento das práticas administrativas e da governança pública”, afirmou o relator.

A Prefeitura de Tabatinga tem 15 dias para apresentar as informações solicitadas. Até nova decisão, o certame permanece suspenso.

Leia mais:

TCE-AM determina suspensão de processo seletivo em Lábrea

Amazon.IA revoluciona trabalho de auditores do TCE-AM

TCE-AM suspende concurso público no interior do AM por indícios de irregularidade

Siga o canal do Portal Meu Amazonas no WhatsApp -CLIQUE AQUI

Fale com a Redação: E-mail: [email protected] e WhatsApp: (92) 99148-8431

Portal Meu Amazonas
Portal Meu Amazonashttps://portalmeuamazonas.com.br
O Portal Meu Amazonas é um veículo digital de jornalismo sediado em Manaus, dedicado à cobertura do Amazonas e da Amazônia. Produz notícias, reportagens, análises e conteúdo de serviço sobre política, economia, cidades, meio ambiente, cultura, segurança, saúde e temas que impactam a população da região.

Matérias Relacionadas

Obras no canteiro central da avenida Margarita avançam com nova estrutura e paisagismo

Intervenção na zona Norte de Manaus abrange 5,33 quilômetros e prevê plantio de árvores, flores e espécies ornamentais

Vacinação antirrábica começa visitas de casa em casa em Manaus nesta quinta-feira

Equipes da Semsa vão percorrer bairros da capital e comunidades da zona rural para imunizar cães e gatos contra a raiva; campanha segue até 30 de novembro

Sou Manaus 2026: prazo extra para retirada de pulseiras termina nesta quarta; veja locais e horários

Quem fez a reserva para o Sou Manaus Passo a Paço 2026 e ainda não retirou a pulseira tem até esta quarta-feira (2) para realizar a troca em um dos sete pontos disponibilizados em Manaus.

Fuga de PMs, transferências e motim com reféns: relembre crises em unidades prisionais da corporação no Amazonas

Em pouco mais de seis meses, a custódia de policiais militares presos no Amazonas foi marcada pela fuga de 23 detentos, investigações, transferência para uma nova unidade e um motim que terminou com quatro agentes feitos reféns.