Mais de 40 profissionais do transporte coletivo participaram de treinamento do IMMU voltado a atendimento humanizado e inclusão no sistema de ônibus da capital
Manaus (AM) – A Prefeitura de Manaus realizou nesta terça-feira (19), por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana, uma capacitação para mais de 40 motoristas e cobradores do transporte coletivo da empresa Integração Transportes. O treinamento busca melhorar o atendimento a idosos e pessoas com deficiência (PcDs) nos ônibus da capital amazonense.
A atividade integra o programa Escola de Transporte Inclusivo e reuniu profissionais do sistema para orientações sobre atendimento humanizado, acessibilidade e suporte adequado a passageiros com mobilidade reduzida.
Segundo o IMMU, os participantes receberam orientações práticas sobre comunicação, embarque seguro e formas de assistência a idosos e PcDs durante o trajeto.
O que muda para quem usa ônibus em Manaus
A proposta da capacitação é reduzir problemas frequentemente relatados por usuários do transporte coletivo, como dificuldade de embarque, falta de apoio a passageiros com limitações físicas e falhas no atendimento dentro dos ônibus.
Durante o treinamento, motoristas e cobradores participaram de simulações usando cadeira de rodas, bengalas e vendas nos olhos para experimentar obstáculos enfrentados diariamente por pessoas com deficiência.
A expectativa do instituto é que a experiência prática ajude os profissionais a compreender melhor as dificuldades enfrentadas pelos passageiros e adapte o atendimento no dia a dia.
“O objetivo é mostrar que pequenos gestos de atenção podem impactar diretamente a experiência de quem depende do transporte coletivo”, afirmou o chefe da Divisão de Atendimento Social do IMMU, Gilson Araújo.
Desafios do transporte acessível ainda persistem
Apesar da capacitação, usuários do transporte coletivo em Manaus ainda relatam obstáculos relacionados à acessibilidade, especialmente em horários de pico, estrutura de paradas, tempo de embarque e adaptação de parte da frota.
Especialistas em mobilidade urbana apontam que treinamentos ajudam a melhorar a experiência do passageiro, mas precisam ser acompanhados de fiscalização, manutenção dos equipamentos de acessibilidade e ampliação de políticas públicas voltadas à mobilidade inclusiva.
Para a presidente do Instituto Borboletas Azuis e integrante do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Fabiana Nascimento, a vivência prática dos profissionais pode contribuir para mais empatia no atendimento aos usuários.
“Quando os profissionais vivenciam essas dificuldades, a percepção muda e o atendimento tende a melhorar”, afirmou.
Como funciona o programa
De acordo com o IMMU, a Escola de Transporte Inclusivo busca capacitar trabalhadores do sistema de ônibus para atendimento mais adequado a passageiros idosos e pessoas com deficiência.
O programa inclui aulas práticas e orientações sobre segurança, acessibilidade e relacionamento com usuários do transporte coletivo.
Fontes: IMMU; Prefeitura de Manaus; Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.
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