A performance de dança ENGATE será apresentada pela segunda vez no dia 8 de fevereiro (domingo), às 19h, no Buia Teatro, localizado na Rua Dona Libânia, 300, no Centro de Manaus. A entrada é gratuita, mediante a lotação do espaço. A apresentação tem classificação indicativa para maiores de 18 anos.
Corpo, memória e Amazônia na cena
Criado e performado pela artista Giselle Jardim, o trabalho explora a relação do corpo com a Amazônia e com os deslocamentos vividos entre Manaus e outras paisagens. A proposta investiga como as experiências ficam registradas no corpo e se manifestam por meio do movimento.
“São vínculos e atravessamentos que moldam o corpo. São experiências individuais e coletivas que a gente vai vivenciando e compartilhando o tempo todo. São tensões, fricções e negociações, maneiras pelas quais o nosso corpo vai se ajustando a partir dessas inscrições que vai recebendo”, explica a artista.

Trajetória de Giselle Jardim
Giselle é artista da dança, já atuou como bailarina no Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) e aprofundou seus estudos no La Faktoria Choreographic Center, em Vitória (ES). Sua pesquisa transita entre dança contemporânea, improvisação e processos colaborativos, com interesse nas relações entre corpo, cidade e memória, inspirando-se nas narrativas urbanas das Amazônias.
A artista também é idealizadora do LAVA (Laboratório de Artes e Vivências Amazônidas), que apoia artistas independentes em Manaus.
Estrutura e conceito da performance
Em ENGATE, o corpo é o principal elemento da cena. Não há personagens nem narrativa tradicional. O público acompanha ações corporais, deslocamentos e pausas que revelam estados físicos e sensoriais construídos ao longo do tempo.
“Na prática, sinto que a ideia se materializa na cena a partir de uma dramaturgia que não segue uma linearidade, mas que atravessa algumas geografias internas minhas, de memórias, experiências e gestos”, afirma Giselle.
A performance se baseia na repetição e transformação dos gestos, criando um ciclo em que o corpo se modifica a partir das experiências vividas e do contato com diferentes lugares. A relação direta com o público é um elemento central, promovendo uma troca íntima e sensorial.

“Existe uma relação que vai se criando com o público a partir dessa troca, que acaba sendo muito íntima”, completa a artista.
Convite ao público
ENGATE é um convite para observar o corpo como território em constante mudança, marcado por encontros e experiências, proporcionando ao público uma vivência de atenção, presença e reflexão.
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