Amazonas quer industrializar açaí, tucupi e produtos da floresta

Representantes do governo e da indústria discutiram em Manaus projetos para industrializar produtos da floresta, como açaí e tucupi, e ampliar a bioeconomia no Amazonas.

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Governo e setor industrial discutem projetos para processar alimentos regionais e ampliar a bioeconomia no estado


MANAUS — O Governo do Amazonas e representantes da indústria de alimentos discutiram nesta terça-feira (3), em Manaus, projetos para industrializar açaí, tucupi e outros produtos da floresta como estratégia para ampliar a bioeconomia no estado.

O encontro ocorreu na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) e reuniu o secretário Serafim Corrêa, o presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus (SIAM), Pedro Monteiro, e representantes do setor empresarial.

A reunião tratou de iniciativas voltadas à transformação de insumos regionais em produtos industrializados, com maior valor agregado e potencial de comercialização em mercados nacionais.

Projetos buscam agregar valor aos produtos regionais

Durante o encontro, os participantes apresentaram propostas ligadas à industrialização de alimentos derivados da biodiversidade amazônica.

Entre os exemplos discutidos estão produtos como açaí em pó, molhos produzidos com pimentas regionais e derivados de tucupi, que podem ampliar a presença de itens amazônicos no mercado alimentício.

Segundo o secretário Serafim Corrêa, o objetivo é organizar a cadeia produtiva e criar condições para atrair investimentos.

“A bioeconomia é uma vocação do Amazonas. O governo busca organizar esse potencial e criar um ambiente favorável para projetos com viabilidade técnica e geração de empregos”, afirmou.

Bioeconomia pode ampliar economia além do Polo Industrial

O presidente do SIAM, Pedro Monteiro, afirmou que a bioeconomia pode contribuir para diversificar a economia do estado e ampliar oportunidades além do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Segundo ele, a industrialização de produtos da floresta pode estimular cadeias produtivas no interior e fortalecer novos segmentos da indústria regional.

“A bioeconomia se consolida como um complemento importante ao Polo Industrial e ajuda a diversificar as matrizes econômicas do Amazonas”, disse.

Integração entre governo e indústria

Representantes do setor industrial destacaram que o desenvolvimento da bioeconomia depende da articulação entre políticas públicas, investimentos privados e infraestrutura logística.

Entre os temas citados como estratégicos para o crescimento econômico do estado estão o fortalecimento da estrutura portuária, o aproveitamento do gás natural e o incentivo a cadeias produtivas baseadas na biodiversidade amazônica.


Saiba mais

A bioeconomia reúne atividades econômicas baseadas no uso sustentável da biodiversidade. No Amazonas, produtos como açaí, castanha, pimentas, óleos vegetais e derivados de mandioca têm potencial de gerar renda, estimular a indústria de alimentos e ampliar o processamento local.

Especialistas apontam que a industrialização desses produtos pode reduzir a exportação apenas de matéria-prima e aumentar a geração de empregos no estado.


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