Mercado reduz projeção para a Selic pela primeira vez desde março, aponta Banco Central

Boletim Focus mostra queda nas expectativas para a taxa básica de juros e para a inflação em 2026, enquanto projeções para o PIB e o dólar seguem estáveis.

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O mercado financeiro reduziu, pela primeira vez desde março, a projeção para a taxa básica de juros (Selic) em 2026. Os dados constam no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), que também apontou nova redução na expectativa para a inflação neste ano.

A estimativa para a Selic passou de 14% para 13,75% ao fim de 2026. Já a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, caiu de 5,12% para 5,03%, registrando a quinta redução consecutiva.

Mercado mantém projeções para PIB e dólar

As estimativas para o crescimento da economia brasileira e para a cotação do dólar permaneceram estáveis pela quinta semana seguida.

Segundo o Focus, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 1,99% em 2026, enquanto o dólar deve encerrar o ano cotado a R$ 5,20.

Para 2027, o mercado reduziu levemente a expectativa de crescimento econômico, de 1,60% para 1,57%, e ajustou a projeção do dólar de R$ 5,29 para R$ 5,28.

Selic pode começar a cair ainda em 2026

Atualmente, a taxa Selic está em 14,25%, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião realizada em junho. Com a nova projeção do mercado, cresce a expectativa de que o Banco Central promova ao menos um corte nos juros até o fim do próximo ano.

As projeções para a Selic em 2027 e 2028 permaneceram inalteradas, em 12% e 10,5%, respectivamente.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.

Inflação segue acima da meta

O mercado também revisou para baixo a expectativa de inflação em 2026. A projeção para o IPCA caiu para 5,03%, após marcar 5,12% na semana anterior e 5,30% há um mês.

Para os anos seguintes, as previsões permaneceram estáveis:

  • 2027: 4,22%;
  • 2028: 3,80%.

O Banco Central utiliza a taxa Selic como principal instrumento para controlar a inflação. Em geral, juros mais elevados reduzem o consumo e ajudam a conter a alta dos preços, enquanto a redução da taxa tende a estimular o crédito, a produção e a atividade econômica.


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Luiz Marcelo
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